Paralisação das Obras na Pedra do Guindaste: Intervenção do CAU e Iphan em Macapá

As obras de reforma e revitalização da Pedra do Guindaste, um importante monumento de Macapá, encontram-se suspensas há mais de quatro meses. A interrupção dos serviços ocorreu em razão de um pedido formal de intervenção do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Amapá (CAU/AP) junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Motivos da Intervenção
Ronaldo Carvalho, vice-presidente do CAU/AP, elucidou os fundamentos que levaram à ação. Segundo ele, a proteção do patrimônio histórico é uma das principais responsabilidades da entidade, que busca garantir que intervenções em estruturas históricas sigam normas técnicas e legais. 'O arquiteto deve assegurar a qualidade e a integridade dos projetos de restauro', destacou.
Esclarecimentos e Estudos Técnicos
Após constatar que o projeto de revitalização era gerido pela Secretaria Municipal de Obras de Macapá, o CAU/AP solicitou esclarecimentos sobre as intervenções propostas. O objetivo era compreender como essas ações afetariam o monumento e a imagem de São José, que é um elemento essencial da paisagem cultural local. O conselho apoiou sua demanda com pareceres de especialistas e pesquisas realizadas pela Universidade Federal do Amapá (Unifap).
Recomendações para a Intervenção
A principal recomendação do CAU/AP é que apenas intervenções mínimas sejam realizadas na estrutura, priorizando a estabilização da base da estátua. Essa abordagem visa não apenas garantir a segurança dos visitantes, mas também preservar o valor histórico do monumento.
Diálogo com a Secretaria Municipal
A Secretaria Municipal de Obras acatou a sugestão e concordou em manter a paralisação dos serviços até que uma nova reunião técnica seja realizada. Ronaldo Carvalho revelou que o secretário da pasta respondeu de forma positiva à solicitação, demonstrando abertura para discutir os motivos técnicos que justificam a interrupção das obras. 'Acredito que, com o diálogo, conseguiremos encontrar uma solução que respeite e preserve o patrimônio cultural de Macapá', concluiu.
Conclusão
A paralisação das obras na Pedra do Guindaste reflete a importância da proteção do patrimônio histórico e cultural. A iniciativa do CAU/AP e do Iphan destaca a necessidade de um planejamento cuidadoso ao realizar intervenções em estruturas que possuem valor simbólico e histórico. A expectativa é que, por meio do diálogo e da colaboração entre as partes envolvidas, se chegue a um consenso que beneficie tanto a segurança dos visitantes quanto a preservação do monumento.
Fonte: https://g1.globo.com











