Estudo da Ueap Revela Alta Presença de Parasitas em Peixes do Rio Araguari, Amapá

Uma pesquisa realizada pela Universidade do Estado do Amapá (Ueap) revelou a presença de 399 parasitas em peixes do Rio Araguari, localizado no município de Porto Grande, a cerca de 102 km de Macapá. A investigação teve início após pescadores da região relatarem a detecção de vermes na carne dos peixes, gerando preocupação entre os moradores.
Contexto da Pesquisa e Coleta de Amostras
Os primeiros alertas sobre a contaminação começaram em agosto de 2024, quando moradores buscaram auxílio da Secretaria de Estado da Pesca e Aquicultura (Sepaq) e da universidade. Em resposta, os pesquisadores realizaram a coleta de 19 peixes de diversas espécies no mês seguinte, visando a análise laboratorial detalhada das amostras.
Resultados das Análises e Implicações para a Saúde
As análises laboratoriais confirmaram uma concentração elevada de parasitas, especialmente nas regiões dorsal e cefálica dos peixes. O coordenador do curso de Engenharia de Pesca da Ueap, Marcos Sidney, destacou que, embora a presença de vermes no ambiente aquático seja comum, os níveis encontrados no Rio Araguari estão significativamente acima do que se considera normal.
Efeitos Econômicos e Preocupações da Comunidade
A contaminação visível nos peixes resultou em impactos diretos na comercialização do pescado, afetando a renda de muitos que dependem da pesca artesanal. Os pescadores e membros da comunidade expressaram preocupações acerca da mudança em suas rotinas e os potenciais riscos à saúde associados ao consumo dos peixes infectados.
Possíveis Causas da Proliferação de Parasitas
Os pesquisadores levantaram hipóteses sobre as causas da proliferação dos parasitas, sugerindo que modificações humanas no leito do rio podem ter alterado o ecossistema local. Entre os fatores considerados estão a remoção da vegetação nativa, a construção de hidrelétricas, atividades de mineração e a extração de seixos.
Próximos Passos e Orientações para a Comunidade
Marcos Sidney ressaltou que, embora não se possa afirmar que uma única ação tenha causado a situação atual, as transformações no ambiente aquático afetam a dinâmica do ecossistema. Ele alertou que o consumo de peixes infectados pode provocar sintomas como dores abdominais e perda de apetite. Para esclarecer a origem da contaminação, a Ueap planeja realizar novas análises que também servirão para orientar os moradores da região.
Conclusão
A descoberta de uma quantidade tão alta de parasitas nos peixes do Rio Araguari levanta questões sérias sobre a saúde pública e a saúde do ecossistema local. À medida que a Ueap avança em suas investigações, a comunidade permanece em alerta, buscando informações que possam mitigar os impactos na pesca e garantir a segurança alimentar.
Fonte: https://g1.globo.com











