Investigação Revela Envolvimento de Policial Militar em Assassinado de Personal Trainer

A Polícia Civil do Amapá concluiu a investigação sobre o assassinato do personal trainer Daniel Cesar Del Castilho da Silva, encontrado morto em setembro de 2025. O soldado da Polícia Militar, Gilvan Endryl Seixas Barros, foi identificado como o principal suspeito, acusado não apenas do homicídio, mas também de roubar o carro da vítima e de participar de um assalto enquanto fardado.
Circunstâncias do Crime
Daniel foi visto pela última vez em 6 de setembro de 2025, quando saiu com Gilvan. Durante o trajeto, o policial teria disparado um tiro na cabeça do personal trainer, cujo corpo foi encontrado dias depois, em estado avançado de decomposição. A investigação revelou que, após o crime, Gilvan permaneceu com o carro de Daniel por uma semana, utilizando-o em diversas ocasiões em Macapá.
O Acidente e o Desaparecimento
Em 12 de setembro, o soldado se envolveu em um acidente enquanto dirigia o veículo da vítima. O inquérito aponta que a família de Daniel, que já havia registrado seu desaparecimento, foi surpreendida ao descobrir que o carro de seu parente estava envolvido em um incidente. A conexão entre o acidente e o desaparecimento de Daniel foi crucial para o avanço das investigações.
Roubo e Prisão de Gilvan
No dia seguinte ao acidente, Gilvan e um cúmplice identificado como Alan participaram de um assalto a um mercantil em Abacate da Pedreira, zona rural de Macapá. Durante a abordagem policial, Gilvan foi encontrado vestido com o uniforme da PM e portando uma pistola, além de um simulacro de arma. O assalto foi denunciado por vítimas que reconheceram o suspeito fardado.
Conclusões da Investigação
O delegado José Mário Carneiro, responsável pela investigação, afirmou que as evidências coletadas, incluindo quebras de sigilo telemático e dados do celular de Daniel, confirmaram a autoria do crime por parte de Gilvan. Embora a motivação do homicídio não tenha sido determinada, foi revelado que Daniel ajudava Gilvan a se preparar para testes físicos da PM.
Defesa e Situação Atual do Suspeito
Durante seu interrogatório, Gilvan apresentou uma versão em que alegou que Daniel teria sido assassinado por um suposto agiota. Contudo, a investigação não corroborou essa afirmação, considerando-a uma tentativa de defesa sem fundamento. Atualmente, Gilvan se encontra preso no Centro de Custódia do Estado, enfrentando acusações tanto pelo homicídio de Daniel quanto pelo roubo ao mercantil.
Legado e Repercussão
O caso de Daniel Cesar Del Castilho da Silva trouxe à tona questões sobre a segurança pública e a conduta de membros das forças policiais. A sociedade aguarda por justiça e a resolução do caso, que continua a impactar a comunidade local. A morte de Daniel, que tinha 36 anos, será sempre lembrada como um alerta sobre a necessidade de vigilância e responsabilidade nas ações de agentes de segurança.
Fonte: https://g1.globo.com











