Déa Maiorana: A Trajetória de uma Pioneira da Comunicação na Amazônia

Déa Maiorana: A Trajetória de uma Pioneira da Comunicação na Amazônia

Lucidéa Batista Maiorana, conhecida como Dona Déa, faleceu aos 91 anos em São Paulo, deixando um legado indelével na comunicação da Amazônia. Nascida em 10 de maio de 1934 em Monte Alegre, no Pará, sua vida foi marcada por desafios desde a infância, que incluiu a experiência de viver em um orfanato. Sua morte ocorreu no dia 30 de novembro, e o velório está programado para a manhã do dia 1º de dezembro no cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra.

Contribuições para a Comunicação no Pará

Dona Déa foi uma figura central no desenvolvimento da comunicação no Pará. Junto de seu marido, Romulo Maiorana, ela adquiriu o jornal O Liberal em 1966, salvando-o de um fechamento iminente. Sob sua liderança, o veículo se tornou um dos mais influentes do Brasil, moldando a opinião pública e a narrativa da região. Em 1976, a fundação da TV Liberal, afiliada da Globo, solidificou ainda mais a presença da família no setor de comunicação.

A Vida Pessoal e a Ascensão nos Negócios

A trajetória de Déa na comunicação começou em Belém, onde se mudou para viver com a avó e conheceu Romulo, seu futuro marido. Após a morte dele em 1986, Dona Déa assumiu a presidência do Grupo Liberal, enfrentando a modernização tecnológica que desafiava a imprensa na época. Sua habilidade em liderar permitiu que o grupo se adaptasse às novas demandas do mercado, garantindo sua relevância no cenário contemporâneo.

Compromisso com a Educação e a Cultura

Além de suas contribuições no mundo da comunicação, Dona Déa também se destacou pelo seu apoio à educação e às artes. Ela foi uma das fundadoras do projeto Arte Pará em 1982, que visa promover a produção artística na Amazônia e facilitar o diálogo entre artistas locais e o cenário nacional. Esse projeto ajudou a dar visibilidade a muitos talentos da região.

Ações Sociais e Reconhecimento

A fé católica de Dona Déa foi um motor para suas ações de impacto social. Nos anos 2000, ela contribuiu para a criação do Instituto Criança Vida, que apoia jovens em situação de vulnerabilidade. Seu trabalho e dedicação ao estado do Pará foram reconhecidos com honrarias significativas, incluindo o grau de comendador da Ordem ao Mérito Grão-Pará.

Legado Duradouro

O legado de Dona Déa Maiorana perdura nas instituições que ajudou a fundar e na memória coletiva de uma sociedade que testemunhou sua capacidade de transformar adversidades em oportunidades de desenvolvimento. Sua vida é um exemplo de resiliência e dedicação à comunicação, à cultura e à justiça social na Amazônia.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação - WM

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