STJ Rejeita Pedido de Liberdade de Irmão da Ex-Sinhazinha Djidja Cardoso

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um pedido de liberdade apresentado pela defesa de Ademar Farias Cardoso Neto, irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, cuja morte em Manaus, em 2024, gerou ampla repercussão. A defesa argumentou que a prisão preventiva de Ademar, que dura desde 2024, seria excessiva e solicitou a substituição dessa medida por cautelares alternativas.
Contexto do Caso Djidja Cardoso
Ademar Cardoso está detido sob a suspeita de envolvimento em atividades de tráfico de drogas e associação para o tráfico, especialmente relacionadas ao uso de cetamina, um anestésico veterinário. A investigação foi iniciada após a descoberta do corpo de Djidja, o que trouxe à tona um complexo esquema de crimes que inclui tráfico e associação criminosa.
Decisões Judiciais Anteriores
A recente decisão do STJ veio após a rejeição de pedidos semelhantes por parte da desembargadora Luiza Cristina Nascimento da Costa Marques, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que também havia negado habeas corpus para Ademar e sua mãe, Cleusimar de Jesus Cardoso. Na ocasião, a defesa alegou que a prisão se estendeu por mais de 600 dias sem um julgamento definitivo, após a anulação de uma condenação anterior.
Argumentos da Defesa e Análise do STJ
Os advogados de Ademar sustentaram que o processo estava parado há cerca de 153 dias após a anulação da sentença, o que configuraria um constrangimento ilegal. Além disso, argumentaram que a prisão preventiva carecia de fundamentos adequados. Contudo, o ministro Sebastião Reis Júnior, em sua análise, considerou que não havia elementos suficientes para a liberação do réu, apontando a gravidade dos crimes e a estrutura do grupo investigado como razões para a manutenção da prisão.
Próximos Passos no Processo
Com a negativa do pedido liminar, o STJ requisitou informações atualizadas sobre o andamento do processo ao juízo de primeiro grau e ao TJAM. Após a coleta dessas informações, o caso será novamente analisado pelo Ministério Público Federal antes de ser decidido em mérito.
A Tragédia de Djidja Cardoso
Djidja Cardoso, que era uma figura popular no Festival de Parintins, foi encontrada morta em sua residência em Manaus no dia 28 de maio de 2024. A morte dela, que ocorreu em um contexto de luta contra a depressão, trouxe à tona questões sobre saúde mental e o envolvimento em atividades ilícitas. Em um vídeo publicado dias antes de sua morte, Djidja expressou gratidão por ter superado dificuldades pessoais, incluindo problemas de saúde.
Legado e Impacto do Caso
A história de Djidja, que se destacou como a sinhazinha da fazenda entre 2016 e 2020, continua a reverberar na sociedade, levantando debates sobre a relação entre fama, pressão social e saúde mental. O caso, que envolve não apenas a investigação de crimes graves, mas também uma tragédia pessoal, mantém a atenção do público e das autoridades.
A negativa do STJ ao pedido de liberdade de Ademar Cardoso reflete a seriedade das acusações e a complexidade do caso, que ainda está longe de ser resolvido. O desfecho da investigação e do processo judicial será acompanhado de perto, dada a sua relevância na sociedade.
Fonte: https://g1.globo.com











