Retomada das Obras no Canal Mata Fome em Belém: Um Novo Capítulo para a Macrodrenagem

Retomada das Obras no Canal Mata Fome em Belém: Um Novo Capítulo para a Macrodrenagem

Em um gesto que renova as esperanças de melhorias urbanas, o prefeito de Belém, Igor Normando, assinou na última segunda-feira (18) a ordem de serviço que dá início à retomada das obras de macrodrenagem do canal Mata Fome. Este projeto, que está associado às intervenções planejadas para a Conferência das Partes (COP 30) em 2025, havia sido interrompido, gerando ansiedade e frustração entre os moradores da região.

Contexto das Obras e Novas Licitações

As obras do canal Mata Fome foram inicialmente programadas para começar em 2024 e se estender até 2029, com várias fases de execução. Contudo, a interrupção dos serviços antes da COP deixou muitos residentes preocupados com a situação. Com a nova licitação iniciada, a prefeitura planeja realizar as intervenções em etapas, começando pela drenagem e urbanização de 17 ruas, embora detalhes sobre as vias específicas e a empresa vencedora ainda não tenham sido divulgados.

Benefícios para a Comunidade

A iniciativa tem como objetivo beneficiar diretamente mais de 200 mil habitantes dos bairros Pratinha, Tapanã, Parque Verde e São Clemente. A gestão municipal se comprometeu a dar início à segunda etapa das obras até o final do ano, o que inclui a macrodrenagem do canal, além de urbanização de mais ruas e a construção de um parque linear e de um parque popular, ampliando a infraestrutura urbana.

Fases do Projeto e Normas Internacionais

As obras seguirão normas internacionais estabelecidas pelo Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), que é responsável pelo financiamento do projeto. Inicialmente, a prioridade será a drenagem e pavimentação nas 17 ruas selecionadas, com uma meta ambiciosa de atingir mais de 40 ruas ao longo do tempo. A etapa de macrodrenagem do canal está programada para começar em 2027.

Aspectos Ambientais e Sociais do Projeto

O projeto contempla não apenas a melhoria da drenagem, mas também a recuperação ambiental da área. Entre as ações previstas estão a recuperação do igarapé sem a canalização de concreto e o reassentamento de famílias em áreas de risco. Além disso, a pavimentação e a microdrenagem das ruas, a construção de um parque linear, de unidades básicas de saúde e de espaços comerciais fazem parte do escopo das intervenções.

Plano de Reassentamento e Assistência

A gestão municipal também lançou o Plano Específico de Reassentamento (PER), que visa assegurar assistência às famílias que precisarão ser realocadas devido às obras. Este plano inclui a construção de novas unidades habitacionais e a criação de infraestrutura de saúde e comércio para atender os moradores que serão reassentados, garantindo assim uma transição mais suave e digna.

Expectativas da Comunidade e Impacto das Obras

Os residentes de Belém expressam uma mistura de otimismo e ceticismo em relação ao andamento das obras. Enquanto muitos aguardam ansiosamente por melhorias significativas em suas comunidades, a falta de informações claras sobre o cronograma e a execução das obras gera incertezas. A expectativa é que, com a retomada das obras, a qualidade de vida na região melhore, refletindo um compromisso real com o desenvolvimento urbano sustentável.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação - WM

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