Acre Registra Queda Significativa nos Casos de Dengue em 2026

O estado do Acre apresentou uma diminuição expressiva de 85,88% nos casos confirmados de dengue entre janeiro e maio de 2026, em comparação ao mesmo período de 2025. Esta redução foi divulgada em um boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), que também confirmou a ausência de óbitos relacionados à doença até a semana epidemiológica 18, finalizada em 9 de maio.
Dados Epidemiológicos e Comparativos
No início de 2026, foram registrados 1.520 casos prováveis de dengue, com 876 deles confirmados, resultando em uma taxa de confirmação de 57,6%. Em contrapartida, no mesmo intervalo do ano anterior, o estado havia contabilizado 6.206 casos prováveis e 6.205 confirmados. Além da queda nos casos confirmados, houve uma redução de 75,5% nos casos prováveis, que são aqueles monitorados com base em sintomas e histórico epidemiológico, mas que ainda aguardam confirmação laboratorial.
Fatores Contribuintes para a Redução
A diminuição dos casos de dengue no Acre pode ser atribuída a vários fatores, incluindo o aumento da imunidade da população em relação ao sorotipo predominante, a intensificação das ações de combate ao mosquito transmissor e as condições ambientais favoráveis. O boletim também observou um pico sazonal de casos entre as semanas epidemiológicas 14 e 17, seguido de uma nova queda nas semanas subsequentes.
Distribuição Geográfica dos Casos
A maior parte das notificações confirmadas ocorreu na região do Baixo Acre, onde 65% dos 876 casos registrados foram contabilizados. Rio Branco se destacou com 529 confirmações, seguida por Sena Madureira com 14. Na região do Juruá, 240 casos foram confirmados, sendo Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima os municípios com o maior número de diagnósticos. Já no Alto Acre, 67 casos foram registrados, com Brasiléia, Epitaciolândia e Xapuri liderando as ocorrências.
Preocupações Futuras e Vigilância Epidemiológica
Apesar da queda nos casos, o boletim ressalta a circulação do sorotipo DENV3, que pode alterar o cenário epidemiológico no estado. Atualmente, os sorotipos 1 e 2 estão mais predominantes. Amostras foram enviadas ao Instituto Evandro Chagas para confirmação da possível reintrodução do sorotipo. A Sesacre alerta que a entrada de um novo sorotipo pode modificar o padrão de transmissão da dengue, destacando a importância de vigilância contínua e ações preventivas.
Cobertura Vacinal contra a Dengue
A vacinação contra a dengue é outro ponto crítico abordado no boletim. Entre crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, a cobertura da primeira dose da vacina atingiu 31,03%, enquanto a segunda dose alcançou apenas 13,43%. Os melhores índices de aplicação da primeira dose foram registrados em Acrelândia, Jordão e Santa Rosa do Purus, enquanto Porto Acre, Tarauacá e Bujari apresentaram as menores coberturas.
Suspensão da Vacinação
Recentemente, o Acre suspendeu temporariamente a vacinação contra a dengue com o imunizante do Butantan, seguindo orientações do Ministério da Saúde. Essa decisão foi tomada após o registro de duas mortes suspeitas em outras regiões do país. A vacina estava sendo aplicada em trabalhadores, mas a suspensão visa garantir a segurança da população até que novas informações sejam obtidas.
Conclusão
A significativa redução dos casos de dengue no Acre em 2026 representa um resultado positivo das medidas de saúde pública implementadas até o momento. No entanto, a vigilância deve ser mantida, especialmente diante da possibilidade de reintrodução de sorotipos e do risco de outras doenças transmitidas por mosquitos. A continuidade das ações de prevenção e a conscientização da população são essenciais para garantir a saúde coletiva no estado.
Fonte: https://g1.globo.com











