Conflito na UPA de Rio Branco: Pais Acusam Médico de Agressão a Jovem com Transtornos Mentais

Um incidente grave ocorreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Franco Silva, localizada em Rio Branco, onde os pais de Francimar Alves denunciam que seu filho, que possui transtornos mentais, foi agredido por um médico durante um atendimento. O caso, que gerou controvérsia, se desenrolou no último domingo, quando a família buscou ajuda médica para o jovem, que estava enfrentando uma crise convulsiva.
Acusações dos Pais
De acordo com o relato do pai de Francimar, Jomar Alves, o jovem, que sofreu um acidente grave no ano anterior resultando em traumatismo craniano, foi levado à UPA após apresentar convulsões. Durante a espera pelo atendimento, os pais alegam que o médico plantonista agrediu o jovem com um soco no rosto. Jomar descreveu que após a agressão, seu filho ficou com os dentes quebrados e a boca cortada, evidenciando a suposta brutalidade do atendimento.
Versão do Médico Envolvido
Em resposta às acusações, o médico envolvido na situação se pronunciou, afirmando que apenas tentou conter o jovem após ser agredido. Ele relatou que, no momento, Francimar se mostrou agressivo e que ele utilizou força moderada para contê-lo, visando a segurança de todos na enfermaria. O médico, que optou por não se identificar por medo de represálias, destacou que registrou um boletim de ocorrência para documentar a agressão que sofreu.
A Posicionamento da UPA
A direção da UPA Franco Silva emitiu um comunicado enfatizando o compromisso com a assistência humanizada e a segurança dos pacientes e profissionais. A unidade afirmou que o atendimento a Francimar foi adequado e que medidas de contenção foram necessárias devido ao comportamento agressivo do jovem. Também foi mencionada a transferência do paciente para o Pronto Socorro para um atendimento mais especializado.
Contexto e Consequências
A situação envolvendo Francimar Alves levanta questões sobre o atendimento a pacientes com transtornos mentais em serviços de saúde pública. Jomar Alves reiterou que sempre informou aos profissionais sobre a condição psiquiátrica do filho, destacando a necessidade de um tratamento cuidadoso e informado. A família agora busca justiça e teme pela saúde do jovem, que, segundo eles, não está recebendo o cuidado adequado.
Conclusão
O caso de Francimar Alves expõe a complexidade do atendimento a pacientes com transtornos mentais e a necessidade de um suporte mais eficaz nas unidades de saúde. Enquanto a família busca esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos, o médico se defende, afirmando que suas ações foram motivadas pela necessidade de proteger a si mesmo e aos outros. O desfecho dessa situação ainda está em aberto, com ambos os lados registrando boletins de ocorrência para formalizar suas versões dos acontecimentos.
Fonte: https://g1.globo.com





