Acre apresenta alta taxa de subnotificação de óbitos, segundo IBGE

Acre apresenta alta taxa de subnotificação de óbitos, segundo IBGE

Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados alarmantes sobre a subnotificação de óbitos no Acre, posicionando o estado como o segundo do Brasil com as maiores taxas nesse aspecto. O relatório, que abrange as Estimativas de Sub-registro de Nascimentos e Óbitos para o ano de 2024, foi publicado na última quarta-feira, dia 20, e revela que a subnotificação de mortes no Acre atinge 3,07%.

Comparativo Nacional de Subnotificação

O Acre fica atrás apenas do Piauí, que apresenta uma taxa de 7,14%, enquanto o Maranhão segue de perto com 3,04%. Essa situação evidencia a preocupante realidade da coleta de dados sobre mortalidade no estado, que também apresenta um sub-registro de óbitos de 7,22%. Esses números refletem a fragilidade dos sistemas de informação sobre saúde pública na região.

Municípios em Destaque

Dentro do estado, o município de Jordão se destaca negativamente, ocupando a segunda posição entre as cidades brasileiras com os maiores percentuais de subnotificação de óbitos, com uma taxa alarmante de 46,7%. Apenas Miguel Calmon, na Bahia, apresenta uma porcentagem mais alta, com 71,2%. Esses dados sublinham a necessidade urgente de melhorias nas práticas de registro e notificação de óbitos.

Subnotificação de Nascidos Vivos

Além da alta taxa de subnotificação de óbitos, o Acre também enfrenta desafios significativos em relação ao registro de nascimentos. A subnotificação no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) é de 1,20%, posicionando o estado como um dos mais críticos do país, apenas atrás de Roraima, que tem 2,73%. Municípios como Jordão (14,78%) e Assis Brasil (12,54%) estão entre os que mais sofrem com subnotificação de nascimentos.

Dados Nacionais e Impactos nas Políticas Públicas

Em um panorama mais amplo, o Brasil alcançou a menor taxa de crianças não registradas ao nascer desde 2015, com 0,95%. Essa redução reflete uma diminuição de 3,26 pontos percentuais em comparação a 2015, quando a taxa era de 4,21%. Contudo, o sub-registro em partos domiciliares é alarmante, alcançando 19,35%, em contrapartida a uma taxa de 0,83% em hospitais. Esses dados são cruciais para a formulação de políticas públicas direcionadas à ampliação do acesso ao registro civil.

Caminhos para a Melhoria

O IBGE destaca que a localização do parto pode influenciar diretamente a documentação de nascimentos. A meta de cobertura universal de registro de nascimentos, conforme os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, continua sendo um desafio no Acre. A partir de outubro de 2025, o Brasil deverá ter dados oficiais sobre estatísticas vitais, o que representa um avanço significativo na transparência e na confiabilidade das informações.

Esses indicadores ressaltam a necessidade de ações imediatas para melhorar a notificação de óbitos e nascimentos, promovendo uma saúde pública mais eficiente e equitativa no Acre e em todo o Brasil.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação - WM

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