Legista Rebate Versão de Acidente em Julgamento de Henry Borel

O caso de Henry Borel, menino que faleceu tragicamente em março de 2021, continua a gerar debates intensos no tribunal. Durante a audiência realizada na última sexta-feira, 29 de setembro, o médico-legista Luiz Carlos Leal Prestes apresentou evidências contundentes sobre as lesões encontradas no corpo da criança, contestando a narrativa de um acidente doméstico.
Lesões e Causa da Morte
Em seu depoimento, o legista afirmou que as 14 lesões identificadas na autópsia foram causadas por ações contundentes antes da morte de Henry. Segundo Prestes, "a versão de acidente doméstico é totalmente fantasiosa". Ele detalhou que, além das lesões, outras três observadas no laudo estavam relacionadas às tentativas de ressuscitação, indicando que o menino já estava sem vida quando chegou ao hospital.
Reação da Mãe Durante o Julgamento
O clima na sala de audiência ficou tenso quando Monique Medeiros, mãe de Henry, ao visualizar as fotos que mostravam os ferimentos do filho, tapou os olhos e acabou passando mal. Uma equipe médica foi chamada para prestar atendimento. Apesar do incidente, o julgamento prosseguiu, e a juíza Elizabeth Machado Louro permitiu que Monique fosse medicada e dispensada do restante da sessão.
Defesa de Jairinho e Contestação das Provas
A defesa de Jairinho, o padrasto de Henry e acusado de ser o responsável pela morte, argumentou que a laceração hepática, que causou hemorragia, teria sido resultado das manobras de ressuscitação. O legista Prestes refutou essa alegação, reforçando a gravidade das lesões prévias à morte. Além disso, os advogados levantaram questionamentos sobre a quantidade de laudos elaborados após o falecimento do menino e a suposta falta de um raio-x que indicaria a presença de pneumotórax.
Traumatismos e Conclusão do Legista
O legista Luiz Airton Saveedra de Paiva, que também foi chamado a depor, confirmou a presença de três traumatismos distintos na cabeça da vítima. Ele descreveu as lesões como resultantes de ações que levaram ao descolamento do couro cabeludo, além de contusões nos pulmões e hemorragia retroaórtica no tórax, bem como hemorragia peritoneal no abdômen, que foram determinantes para a morte de Henry. Saveedra reiterou que a criança já estava sem vida ao chegar ao hospital Barra D’or.
Implicações do Julgamento
O julgamento de Henry Borel é um marco importante na discussão sobre violência infantil e suas repercussões sociais. As evidências apresentadas até agora no tribunal podem influenciar não apenas o destino dos réus, mas também a percepção da sociedade sobre a proteção das crianças. O caso levanta questões sobre como garantir a segurança dos menores e a importância de uma investigação rigorosa em situações de suspeita de abuso.











