A Rotina de Alerta de uma Acreana Após Terremotos no Japão

Após a ocorrência de dois terremotos em um curto espaço de tempo no Japão, a vida da acreana Sandréia Nishizawa, residente em Kawasaki, na província de Kanagawa, tornou-se um reflexo constante de cautela e adaptação. O abalo de magnitude 6, que atingiu a costa leste da ilha de Honshu no último sábado (27), veio acompanhado de um alerta para a passagem de um tufão, intensificando a sensação de insegurança entre os moradores.
Adaptação Cultural e Natural
Natural de Senador Guiomard, no Acre, Sandréia se mudou para o Japão em 2021 em busca de novas oportunidades para sua família. Desde então, a adaptação ao novo idioma e cultura foi apenas uma parte do desafio. A convivência com desastres naturais, como terremotos e tufões, tornou-se uma realidade cotidiana. "Nosso objetivo era proporcionar uma educação diferenciada para nosso filho e explorar novas possibilidades", explica a acreana.
A Preocupação com os Alertas
Os constantes alertas de terremoto são uma fonte de preocupação. Sandréia admite que, mesmo sem ter sido diretamente afetada pelos tremores, a ansiedade é palpável. "Não posso negar que fico tensa. O conhecimento sobre o movimento das placas tectônicas gera apreensão a cada novo alerta", afirma. Essa inquietação é compartilhada pela comunidade, que se mobiliza em resposta a avisos de desastres naturais.
Preparação e Segurança
A segurança em situações de emergência é uma prioridade no Japão. Sandréia revela que, antes da chegada do tufão, sua empresa promoveu uma reunião para reforçar os cuidados necessários. Além disso, aplicativos em seus celulares emitem alertas sonoros antes dos tremores. "Quando o alarme toca, a sensação é intensa, especialmente por eu morar no sétimo andar de um prédio", comenta.
Educação e Treinamento
No Japão, a educação para desastres começa na infância. As escolas e empresas realizam treinamentos regulares, preparando todos para reagir adequadamente em situações de risco. O filho de Sandréia, Arthur, participa ativamente dessas atividades, aprendendo como se comportar durante um terremoto e conhecendo os pontos de evacuação.
Infraestrutura Resiliente
A infraestrutura japonesa também se destaca na resistência a desastres. Muitos edifícios são projetados para suportar grandes abalos sísmicos. Sandréia destaca que, mesmo em situações extremas, esses prédios são projetados para balançar sem colapsar. Além disso, o governo japonês incentiva a população a manter mochilas de emergência, conhecidas como Bousai Ryukku, contendo suprimentos essenciais para evacuação.
A Realidade dos Terremotos no Japão
No último fim de semana, o Japão enfrentou um novo desafio com o terremoto de magnitude 6, apenas dias após um abalo ainda mais forte de 7,2. Esses eventos reafirmam a vulnerabilidade do país a fenômenos naturais, alertando tanto os moradores locais quanto os imigrantes sobre a importância da preparação e da resiliência.
A experiência de Sandréia Nishizawa ilustra a luta diária de quem vive em uma região propensa a desastres naturais. Apesar do medo, a adaptação e o preparo se tornaram parte essencial da rotina, demonstrando a força e a determinação de sua família em enfrentar os desafios do dia a dia.
Fonte: https://g1.globo.com











