Rio Negro em Manaus se Aproxima da Cota de Inundação, Segundo Monitoramento do SGB

Rio Negro em Manaus se Aproxima da Cota de Inundação, Segundo Monitoramento do SGB

O Rio Negro, um dos principais rios da Amazônia, está prestes a alcançar a cota oficial de inundação em Manaus, conforme revela o Boletim de Monitoramento Hidrológico do Serviço Geológico do Brasil (SGB). A atualização mais recente foi divulgada nesta terça-feira, 19, e incorpora dados coletados até as primeiras horas da manhã do dia seguinte.

Níveis do Rio Negro e Condições Climáticas

Atualmente, o nível do Rio Negro atingiu 27,46 metros, uma diferença de apenas quatro centímetros em relação à cota de inundação, que é fixada em 27,50 metros. Essa elevação é considerada normal para o período de cheia na região, mas o SGB alerta que as chuvas constantes das últimas semanas têm contribuído significativamente para o aumento dos níveis dos rios na bacia amazônica.

Situação de Outros Rios da Região

Além do Rio Negro, outros rios da calha do Amazonas também estão apresentando aumento em seus níveis. O Rio Solimões, por exemplo, ultrapassou a cota de inundação ao registrar 18,32 metros, enquanto a cota de inundação severa é de 19,60 metros. Em Itacoatiara, o Rio Amazonas está a 13,41 metros, aproximando-se da cota de alerta de 13,50 metros, enquanto o Rio Madeira, em Porto Velho, registra 12,90 metros, abaixo do nível de alerta de 15 metros.

Riscos de Inundação e Projeções Futuras

O boletim do SGB também destaca um cenário de atenção em relação à cheia na região amazônica, com a possibilidade de elevação contínua nos níveis dos rios, especialmente no trecho do Rio Negro e na bacia do Purus. O fenômeno conhecido como 'pulso de cheia' e a saturação do solo elevam o risco de que esses rios ultrapassem suas cotas de inundação nos dias vindouros.

Expectativas para o Pico da Cheia

As projeções hidrológicas sugerem que a calha principal do Rio Amazonas continuará em ascensão, apresentando tendência de estabilização ou recessão apenas na bacia do Rio Madeira. O pico da cheia é esperado entre junho e julho, um período crítico que requer monitoramento contínuo para garantir a segurança das comunidades ribeirinhas.

O SGB ressalta que os dados apresentados são baseados em modelos hidrológicos e climáticos, os quais estão sujeitos a variações naturais. O monitoramento permanece ativo para auxiliar na formulação de estratégias de prevenção e resposta a possíveis eventos críticos relacionados à cheia.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação - WM

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