Estudantes de Parintins e Outras Cidades do Amazonas Protestam Contra Falta de Merenda Escolar

Estudantes de Parintins e Outras Cidades do Amazonas Protestam Contra Falta de Merenda Escolar

A insatisfação entre os alunos do Centro de Educação em Tempo Integral (CETI) Deputado Gláucio Gonçalves, em Parintins, se manifestou de forma contundente na última segunda-feira (26). Estudantes organizaram um protesto para denunciar a grave situação de falta de merenda escolar, além de reivindicar melhorias na infraestrutura da instituição de ensino.

Problemas no Fornecimento de Merenda

De acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), a falta de pagamento aos trabalhadores terceirizados foi a principal causa para a interrupção no fornecimento de merenda. Como resultado, os alunos não tiveram acesso ao café da manhã e receberam um almoço improvisado, o que levou à decisão de encerrar as aulas mais cedo no dia do protesto.

Apoio do Sindicato e Ações da Seduc-AM

O Sinteam expressou solidariedade tanto aos estudantes quanto aos colaboradores da escola, repudiando qualquer forma de intimidação durante a manifestação. O sindicato também fez um apelo à Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc-AM) para que providenciasse a regularização dos pagamentos aos funcionários terceirizados, visando restabelecer a normalidade nas aulas em tempo integral. A Rede Amazônica tentou contato com a Seduc-AM para obter esclarecimentos, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem.

Impactos em Outras Cidades do Amazonas

A crise no fornecimento de merenda não se limita a Parintins. Em Boa Vista do Ramos, a Escola Estadual de Tempo Integral Professor Raimundo Benedito Costa enfrenta problemas semelhantes, levando a instituição a operar apenas em meio período. Pais de alunos relataram que a empresa encarregada do fornecimento de merenda alegou não ter recebido repasses do governo estadual.

Situação Crítica em Benjamin Constant

Outra cidade afetada pela falta de merenda é Benjamin Constant, onde o Ministério Público do Amazonas (MPAM) iniciou uma investigação administrativa. O procedimento foi motivado por um pedido do Sinteam, que denunciou a insuficiência de alimentos e água potável no Centro de Educação de Tempo Integral (CETI) Aristélio Sabino. Relatos indicam que estudantes estão levando comida de casa para compartilhar, evidenciando a gravidade da situação.

Ações do Ministério Público

O MPAM solicitou informações à Seduc-AM e à direção da escola sobre a quantidade de refeições servidas, cardápios e contratos de fornecimento. Além disso, o órgão planeja realizar uma inspeção nas dependências da escola para avaliar as condições da cozinha e do refeitório, assim como verificar se as refeições estão de acordo com as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). O Conselho de Alimentação Escolar (CAE) também será contatado para fornecer dados sobre fiscalizações e acompanhamento do programa de alimentação escolar.

Conclusão

A situação crítica em Parintins e em outras cidades do Amazonas revela um problema recorrente no fornecimento de merenda escolar, que impacta diretamente a qualidade da educação e a saúde dos alunos. A mobilização dos estudantes e a intervenção do Ministério Público são passos importantes na busca por soluções, mas ainda há muito a ser feito para garantir que todos os alunos tenham acesso à alimentação adequada durante o período escolar.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação 👨‍⚖️​ Wilson Marinho

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *