Investigação sobre a morte de terapeuta após retirada de óvulos em SP levanta questões sobre procedimentos médicos

A tragédia envolvendo a terapeuta Gabriela Moura, de 31 anos, após um procedimento de retirada de óvulos em uma clínica de fertilidade na Zona Sul de São Paulo, gerou uma investigação policial que busca esclarecer possíveis erros médicos. Seu marido, Samuel Moura, um médico de 35 anos, expressou sua indignação, apontando a falta de atenção e assistência durante a anestesia como fatores que contribuíram para a morte da esposa.
Circunstâncias da Morte de Gabriela Moura
Gabriela foi internada após sofrer uma parada cardiorrespiratória, sete dias após o procedimento. Imagens de câmeras de segurança registraram os momentos de desespero enquanto a equipe médica tentava reanimá-la. Samuel, que acompanhou todo o processo, revelou que as filmagens mostram sua busca por respostas e o suporte da equipe médica durante a emergência.
Investigação Policial e Possíveis Erros Médicos
O 4º Distrito Policial de Consolação investiga o caso como morte suspeita, considerando diversas possibilidades, incluindo a possibilidade de um erro médico durante o procedimento. A polícia também está analisando as imagens do resgate, que retratam a situação angustiante enfrentada por Samuel e a equipe médica.
Comparações com Outros Casos de Morte em Clínicas de Fertilidade
A morte de Gabriela ocorre em um contexto preocupante, já que é similar ao caso da juíza Mariana Francisco Ferreira, que faleceu após um procedimento em uma clínica de Mogi das Cruzes. Ambas as mortes estão sendo investigadas pela polícia, e os laudos que determinarão as causas das fatalidades ainda não foram divulgados, o que tem gerado críticas sobre a demora do Instituto Médico Legal em fornecer respostas.
Causas Possíveis e Impacto na Família
Samuel Moura levantou a hipótese de que a morte de sua esposa pode ter sido causada pela demora do anestesista em perceber a parada cardíaca. Ele mencionou que a esposa pode ter permanecido até 15 minutos sem oxigenação, resultando em danos cerebrais irreversíveis. O laudo médico preliminar aponta encefalopatia anóxica como a causa provável da morte de Gabriela.
Legado e Memória de Gabriela
Gabriela Moura era uma jovem ativa, apaixonada por corridas e saúde, e planejava sua primeira gestação ao lado de Samuel. O casal havia se casado há quase oito anos e compartilhava sonhos de formar uma família. Após sua morte, a família decidiu pela doação de órgãos, e o enterro de Gabriela ocorreu em sua cidade natal, no Piauí.
Considerações Finais
A morte de Gabriela Moura levanta questões importantes sobre a segurança em procedimentos médicos e a necessidade de protocolos rigorosos em clínicas de reprodução assistida. A busca por justiça e clareza por parte da família reflete a urgência de respostas em casos semelhantes, para que outros não enfrentem a mesma dor.
Fonte: https://g1.globo.com











