Julgamento de Motorista Acusado de Atropelar Menino de 11 Anos Começa em Santarém

O Tribunal do Júri de Santarém, localizado no estado do Pará, inicia nesta terça-feira (7) o julgamento de Carlos da Conceição dos Santos, envolvido no trágico atropelamento que resultou na morte do adolescente Guilherme Tapajós Santos, de apenas 11 anos. O incidente ocorreu em novembro de 2024, na rodovia Santarém-Curuá-Una (PA-370).
Circunstâncias do Acidente
O acidente que vitimou Guilherme aconteceu na noite do dia 3 de novembro de 2024, por volta das 19h30, nas proximidades do quilômetro 13 da rodovia. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Carlos da Conceição dos Santos dirigia um Fiat Siena em alta velocidade e realizava manobras arriscadas, como zigue-zague, invadindo a contramão e saindo da pista, tudo isso enquanto estava sob efeito de álcool e sem a devida habilitação.
Acusação e Defesa
A acusação, liderada pela promotora de Justiça Mariana Dantas, argumenta que o réu agiu com dolo eventual, ou seja, assumiu o risco de causar a morte ao dirigir de maneira irresponsável. O julgamento será presidido pelo juiz Gabriel Veloso de Araújo e também contará com a presença do advogado de defesa, Edinelson Mota Batista. A sessão, marcada para começar às 8h, será transmitida ao vivo pela página do Tribunal de Justiça do Pará.
Desdobramentos Após o Acidente
Após o atropelamento, Carlos da Conceição dos Santos fugiu do local sem prestar socorro à vítima. Entretanto, foi perseguido por populares e acabou sendo localizado após seu veículo capotar na comunidade Perema. Tentou escapar a pé, mas foi detido até a chegada da Polícia Militar. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Pronto-Socorro Municipal, antes de ser apresentado à 16ª Seccional Urbana da Polícia Civil.
Testemunhas e Provas
Durante a audiência, cinco testemunhas deverão ser ouvidas, além do próprio acusado. O Ministério Público sustenta que as evidências coletadas são suficientes para sustentar a acusação de homicídio qualificado, considerando que a vítima era um menor de 14 anos e que o réu utilizou um meio que dificultou a defesa do garoto.
Expectativas para o Julgamento
O julgamento é aguardado com grande expectativa pela comunidade local, não apenas pela gravidade do crime, mas também pela possibilidade de justiça para a família de Guilherme Tapajós Santos. A decisão dos jurados poderá ter um impacto significativo na percepção da responsabilidade ao volante, especialmente em casos envolvendo direção sob efeito de álcool.
Conclusão
À medida que o julgamento se desenrola, a sociedade observa atentamente as implicações do caso. O veredicto não apenas determinará o destino do réu, mas também refletirá sobre a importância de medidas mais rigorosas para garantir a segurança nas estradas e proteger vidas inocentes, especialmente de crianças.
Fonte: https://g1.globo.com











