Greve de ônibus em Palmas: Prefeitura denuncia descumprimento de decisão judicial pelo sindicato

A cidade de Palmas enfrenta um cenário complicado com a greve dos motoristas do transporte coletivo, iniciada na manhã desta terça-feira, 3 de novembro. A paralisação, aprovada em assembleia do Sindicato dos Motoristas do Estado do Tocantins (Sintromet) no dia 23 de outubro, gerou aglomerações nas estações, uma vez que a frota de ônibus não correspondeu ao que foi estabelecido em uma decisão judicial.
Decisão Judicial Ignorada
A prefeitura de Palmas informou que o Sintromet não cumpriu a liminar obtida no último sábado, que exigia que 80% da frota estivesse em operação durante os horários de pico e 70% nos demais períodos. De acordo com a administração municipal, a falta de ônibus resultou em estações lotadas e passageiros em situação de desconforto.
Situação dos Passageiros
No início da greve, as estações de ônibus apresentaram um movimento intenso, com muitos passageiros enfrentando dificuldades para embarcar. No entanto, durante a volta para casa, a movimentação foi mais tranquila, o que sugere que a adesão à greve pode ter diminuído ao longo do dia. O Sintromet, por sua vez, afirmou que manterá a paralisação, mas se comprometeu a respeitar os percentuais determinados pela justiça enquanto aguarda um desfecho nas negociações.
Reivindicações dos Motoristas
Os motoristas reivindicam a implementação do piso salarial conforme estipulado na Convenção Coletiva de Trabalho de 2026. Desde junho, a concessionária Sancetur não apresentou uma nova proposta durante as negociações mediadas pelo Ministério Público do Trabalho, o que levou à insatisfação da categoria e, consequentemente, à decisão de paralisar as atividades.
Reação da Prefeitura
Em resposta à situação, a prefeitura reafirmou seu compromisso com a qualidade do transporte coletivo e expressou a esperança de que as partes envolvidas busquem uma solução por meio do diálogo. A administração municipal planeja acionar novamente a Justiça, argumentando que os percentuais de frota mínima não foram cumpridos, o que compromete a mobilidade urbana.
Próximos Passos do Sintromet
O Sintromet anunciou sua intenção de recorrer da decisão judicial, buscando a redução dos percentuais exigidos e a revisão da metodologia de cálculo para a frota mínima. Embora a multa diária de R$ 30 mil tenha sido estabelecida para o descumprimento, o sindicato destacou que não houve proibição da greve, apenas a imposição de limites para a operação do serviço.
Conclusão
A greve dos motoristas de ônibus em Palmas destaca um conflito entre direitos trabalhistas e a necessidade de manter a mobilidade urbana. Com a expectativa de que as negociações avancem, tanto a prefeitura quanto o Sintromet se preparam para os próximos passos em busca de uma solução que atenda às demandas dos trabalhadores e às necessidades da população.
Fonte: https://g1.globo.com













