Foragido é condenado a mais de 100 anos por chacina em Guajará-Mirim

Foragido é condenado a mais de 100 anos por chacina em Guajará-Mirim

Após quase uma década de impunidade, o caso da chacina em Guajará-Mirim, que resultou na morte de uma mulher e seus dois filhos, ganhou novos desdobramentos. Tanus dos Santos, acusado de ser o autor do crime, foi condenado a 111 anos e 2 meses de prisão, mesmo permanecendo foragido desde 2016.

Julgamento e Condenação

O julgamento de Tanus ocorreu no Tribunal do Júri de Guajará-Mirim no dia 4 de setembro de 2023, onde a ausência do réu não impediu que o processo seguisse seu curso. Os jurados reconheceram sua responsabilidade nos assassinatos de Luciene de Almeida, de 30 anos, e de seus filhos, Elizandro, de 15, e Renato, de 5 anos, ocorridos em 30 de dezembro de 2013.

Aspectos Legais do Julgamento à Revelia

Uma questão importante levantada por este caso é a possibilidade de julgar um réu que não está presente. De acordo com o promotor de Justiça do Ministério Público de Rondônia, Leonardo Castelo Alves, a legislação brasileira permite que o processo siga sem a presença do acusado, conforme estipulado pelo artigo 367 do Código de Processo Penal. Isso significa que, mesmo que Tanus não tenha comparecido, sua defesa foi garantida por um advogado.

O Crime e suas Consequências

A tragédia teve início em uma madrugada de dezembro de 2013, quando as vítimas foram brutalmente assassinadas a tiros no bairro Santa Luzia. Além de Luciene e de seus filhos, o irmão da mulher, Jokley Lima Brito, também foi baleado e faleceu alguns dias depois. A motivação do crime, segundo relatos, estaria relacionada a ciúmes. As investigações apontaram Tanus como o autor, que se entregou à polícia dois dias após os crimes, o que gerou tumultos e manifestações na cidade.

Fuga e Permanência Foragido

Tanus dos Santos permaneceu detido por um período de dois anos e quatro meses, até que, em janeiro de 2016, ele fugiu do presídio junto com outros detentos. A fuga se deu após os prisioneiros terem serrado as grades de suas celas e pulado o muro da unidade. Enquanto alguns dos foragidos foram recapturados, Tanus nunca mais foi visto, e seu paradeiro ainda é desconhecido.

Próximos Passos e Busca pelo Réu

Com a condenação, Tanus agora é considerado culpado pelos crimes, e sua pena será cumprida assim que for capturado. O g1 entrou em contato com a Polícia Civil de Rondônia para saber sobre as investigações em andamento para localizar o foragido, mas até o momento não houve resposta sobre possíveis pistas ou esforços recentes.

Reflexões sobre Justiça e Impunidade

Este caso ressalta as complexidades do sistema judicial, especialmente em situações em que o réu se encontra foragido. A condenação à revelia levanta questões sobre a eficácia do sistema de justiça e a necessidade de garantir que os responsáveis por crimes violentos sejam levados à justiça, independentemente de sua localização. A sociedade aguarda ansiosamente por respostas e pela captura de Tanus dos Santos.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação - WM

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