Ex-Vereador Condenado por Tortura é Nomeado para Secretaria de Agricultura no Acre

Ex-Vereador Condenado por Tortura é Nomeado para Secretaria de Agricultura no Acre

Ariston de Souza Jardim, um ex-vereador e candidato a prefeito de Acrelândia, no Acre, foi recentemente nomeado para um cargo na Secretaria Estadual de Agricultura do Acre (Seagri). A publicação oficial foi divulgada no Diário Oficial do Estado (DOE) na última quinta-feira, 23 de novembro, e assinada pela governadora Mailza Assis, do Partido Progressista (PP). No entanto, sua nomeação gerou polêmica devido ao seu histórico criminal.

Histórico Criminal e Extradição

Jardim foi condenado em 2017 a cinco anos de prisão por tortura, um crime cometido em 2011, quando ele e mais quatro pessoas foram julgados. Ele fugiu para Portugal enquanto respondia ao processo e foi preso pela Interpol em Lisboa em junho de 2023. Sua condenação, decidida pela Justiça do Acre, só começou a ser cumprida após sua extradição em outubro daquele ano, conforme informações do Ministério Público do Acre (MP-AC).

Cumprimento da Pena e Nomeação

Atualmente, Ariston cumpre sua pena em regime semiaberto, com previsão de progressão para o regime aberto em 2025, quando deverá ter a tornozeleira eletrônica removida. A nomeação para a Seagri o coloca em uma posição de destaque, enquanto ele ainda está sob condenação. A remuneração prevista para o cargo, que é de referência CAS-4, é de aproximadamente R$ 4.027,04.

Reação da Secretaria e do Público

A secretária de Agricultura, Temyllis Silva, declarou não ter conhecimento prévio sobre a condenação de Jardim e afirmou que a decisão de sua nomeação partiu do governo. O caso gerou uma série de reações nas redes sociais e na imprensa, levantando questões sobre a moralidade e a ética na escolha de pessoas para cargos públicos, especialmente em áreas tão sensíveis quanto a agricultura.

Ações Futuras e Declarações das Autoridades

Em resposta à controvérsia, a Secretaria de Comunicação do governo do Acre anunciou que o decreto que nomeou Jardim será revogado. Essa decisão reflete a pressão da opinião pública e a necessidade de garantir que os ocupantes de cargos públicos possuam uma integridade que corresponda às expectativas da sociedade. O caso de Ariston de Souza Jardim ressalta a importância de uma análise cuidadosa das biografias de candidatos a postos de responsabilidade.

Conclusão

A nomeação de Ariston de Souza Jardim para um cargo no governo do Acre, apesar de sua condenação por tortura, levanta questões sobre a responsabilidade e a ética na administração pública. A decisão de revogar sua nomeação indica um reconhecimento da gravidade da situação e uma tentativa de restaurar a confiança da população nas instituições. Este episódio serve como um alerta sobre a importância da vigilância e do escrutínio no processo de seleção de servidores públicos.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação - WM

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