Prefeitura de Rio Branco Declara Emergência no Transporte Público em Meio a Paralisação

Prefeitura de Rio Branco Declara Emergência no Transporte Público em Meio a Paralisação

Na quarta-feira, 22 de novembro, a cidade de Rio Branco enfrentou uma drástica paralisação no transporte público, resultando em um terminal urbano completamente vazio. Em resposta a essa situação, a Prefeitura da capital acreana anunciou a declaração de situação de emergência no sistema de transporte coletivo, conforme publicado em uma edição extra do Diário Oficial do Estado.

Medidas Emergenciais Anunciadas

O decreto, que terá uma duração de 60 dias, permitirá que a administração municipal intervenha diretamente no sistema de transporte, através da Superintendência Municipal de Trânsito (RBTrans). Além disso, será possível convidar novas empresas a operar nas linhas, com a possibilidade de prorrogar essa emergência por mais dois meses caso a situação não seja resolvida.

Motivos da Paralisação

Os motoristas paralisaram suas atividades em protesto contra salários e encargos atrasados, o que, segundo a prefeitura, compromete o direito de locomoção dos cidadãos. O decreto justifica a situação alegando que 100% das linhas do transporte público estavam inativas no momento da declaração.

Impactos Diretos para os Usuários

A interrupção dos serviços teve um impacto imediato sobre a população. Entre os dias 1º e 17 de abril, mais de 490 mil passageiros utilizaram o sistema de transporte coletivo. Com a paralisação, muitos usuários foram obrigados a buscar alternativas de deslocamento, revelando a fragilidade do sistema público.

Crise Financeira da Ricco Transportes

A empresa Ricco Transportes, responsável pela operação emergencial do transporte público, enfrenta uma crise financeira, alegando prejuízos acumulados que comprometem suas operações. De acordo com informações da companhia, a falta de repasses adequados por parte da prefeitura e os custos crescentes têm gerado déficits mensais significativos.

Despesas e Receitas em Descompasso

Entre 1º e 20 de abril, a Ricco arrecadou aproximadamente R$ 2,8 milhões, enquanto as despesas totalizaram cerca de R$ 2,9 milhões, resultando em um déficit de R$ 64 mil. Os principais custos incluem combustível, manutenção de veículos e encargos trabalhistas, levando à impossibilidade de pagar despesas essenciais, como salários e benefícios dos funcionários.

Repasses e Subsídios Insuficientes

A Ricco alega que os subsídios recebidos da prefeitura não são suficientes para cobrir os custos operacionais. Durante o período mencionado, a empresa recebeu R$ 1,8 milhão em subsídios, enquanto o valor necessário, segundo a tarifa técnica, seria de aproximadamente R$ 4,4 milhões. Essa discrepância tem contribuído para a deterioração do serviço de transporte na capital.

O Futuro do Transporte Público em Rio Branco

Desde 2022, o transporte coletivo em Rio Branco tem sido mantido por contratos emergenciais, após a saída da antiga operadora. A situação atual revela um cenário de instabilidade, com frequentes queixas por parte dos usuários e interrupções nos serviços. A paralisação recente organizada pelos motoristas, que não contou com a participação do sindicato, é um reflexo das dificuldades enfrentadas na área.

Conclusão

A declaração de emergência no transporte público de Rio Branco destaca a gravidade da situação, evidenciando a necessidade de soluções urgentes para garantir a mobilidade da população. A prefeitura e a empresa Ricco Transportes devem trabalhar conjuntamente para resolver os problemas financeiros e operacionais, visando restabelecer um serviço essencial para os cidadãos.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação - WM

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