Ex-rainha do Carnaval de Rio Branco relata agressão e tentativa de feminicídio pelo ex-marido

Ex-rainha do Carnaval de Rio Branco relata agressão e tentativa de feminicídio pelo ex-marido

A enfermeira Érica Oliveira, de 30 anos, conhecida por sua participação como rainha do carnaval em Rio Branco, compartilhou um relato impactante nas redes sociais, onde descreve ter sido vítima de violência doméstica. Seu testemunho revela uma tentativa de feminicídio supostamente cometida por seu ex-marido, um homem com quem manteve um relacionamento por 16 anos. Ela afirma que seu filho, de apenas 9 anos, foi fundamental para sua sobrevivência durante o ataque.

O relato de uma sobrevivente

Em um vídeo divulgado, Érica expressa sua gratidão por ter conseguido escapar da morte. "Deus me deu uma segunda chance de vida. Eu vi a morte de perto", afirma. O episódio de violência ocorreu em meio a uma discussão sobre questões financeiras relacionadas ao filho do casal, quando o ex-marido a agrediu fisicamente, levando-a a um estado de inconsciência. "Ele me arrastou da sala até o quarto me enforcando. Quando acordei, já estava jogada no chão", detalha.

Investigação em andamento

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), através da delegada adjunta Kelcinaira da Costa, confirmou que o caso é objeto de investigação. Após registrar um boletim de ocorrência, Érica recebeu a orientação para realizar um exame de lesão corporal e solicitou uma medida protetiva. A delegada explicou que o suspeito já foi notificado e que o inquérito deve ser concluído em até 30 dias, com a coleta de depoimentos da vítima e de testemunhas.

Um histórico de abuso

Érica relata que seu relacionamento foi marcado por abusos e violência psicológica desde o início. Com uma infância marcada por abandono, ela encontrou acolhimento na família do ex-marido, o que complicou sua percepção sobre a toxicidade da relação. "Ele me deu todos os sinais desde o início, mas eu era ingênua. Vivi durante muitos anos dentro desse ciclo", revela, refletindo sobre a dificuldade de romper com um padrão abusivo.

Impactos emocionais e físicos

Após o ataque, Érica ficou com marcas visíveis no corpo e relata dores persistentes. Além das lesões físicas, a enfermeira expressa um profundo medo em relação à sua segurança e à possibilidade de novos episódios de violência. "Estou com muito medo. Tentei conduzir esse divórcio de forma amigável porque tinha medo", desabafa, evidenciando os traumas que a violência deixou em sua vida.

A importância da denúncia

A experiência de Érica destaca a importância da denúncia em casos de violência doméstica. Com a ajuda de seu filho e o apoio das autoridades, ela conseguiu buscar a proteção necessária. O caso ressalta a urgência de abordar a questão da violência contra a mulher e a necessidade de um sistema de apoio eficaz para as vítimas.

Conclusão

A história de Érica Oliveira é um lembrete doloroso e essencial sobre os desafios enfrentados por muitas mulheres em situações semelhantes. Sua coragem em compartilhar sua experiência pode inspirar outras vítimas a buscar ajuda e denunciar abusos. O combate à violência doméstica deve ser uma prioridade social, e é fundamental que exista um apoio contínuo para que mulheres como Érica possam viver sem medo.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação - WM

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