Policiais e Servidor Público Acusados de Coação em Cobrança de Dívidas na Região de Palmas

Policiais e Servidor Público Acusados de Coação em Cobrança de Dívidas na Região de Palmas

Uma investigação da Polícia Civil do Tocantins resultou na prisão de dois policiais militares e um servidor do sistema prisional, acusados de exercer pressão psicológica sobre uma idosa de 65 anos e seu filho, de 45 anos, durante cobranças de dívidas em nome de um agiota. Os suspeitos, além de serem membros das forças de segurança, são investigados por formar uma associação criminosa armada que se dedicava a práticas de usura e extorsão.

A Operação e as Prisões

Na manhã de sexta-feira, 24 de fevereiro de 2026, a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão preventiva contra os envolvidos na ação. Entre os detidos estão dois policiais militares, um funcionário do sistema prisional e o suposto agiota. A defesa dos acusados se manifestou, informando que aguardará o acesso aos autos do processo antes de se pronunciar sobre o caso, apontando que se trata de uma investigação sigilosa.

Reações Institucionais

A Polícia Militar destacou que iniciou procedimentos administrativos para investigar as denúncias. Em nota, a corporação reafirmou seu compromisso com a ética e a conduta adequada, ressaltando que os policiais mencionados foram afastados de suas funções e tiveram suas armas recolhidas por ordem judicial. A Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju) também se manifestou, informando que não tolera desvios de conduta e já solicitou a rescisão do contrato do servidor público envolvido.

Ameaças e Intimidações

As investigações revelaram que os acusados intimidaram as vítimas em um mercado na região sul de Palmas. Durante a abordagem, um dos policiais exibiu sua arma como forma de coação, enquanto os outros proferiam xingamentos e ameaças diretas ao filho da idosa. Eles insinuaram que a situação poderia se agravar, criando um clima de terror psicológico, que levou as vítimas a temer pela própria segurança.

A Origem da Dívida

A dívida em questão teve início na cidade de Guaraí, onde o filho da idosa contraiu um empréstimo com um dos investigados. Com juros exorbitantes que chegaram a R$ 4 mil mensais, o valor da dívida se tornou insustentável, resultando em cobranças que somavam mais de R$ 230 mil. Apesar de uma parte da dívida ter sido quitada em 2024, o agiota continuou a exigir pagamentos, levando a família a encerrar as atividades comerciais e mudar-se devido ao medo.

Práticas Criminosas e Consequências

A atuação do grupo envolvido não se limitou a cobranças convencionais, com um dos criminosos simulando registros de ocorrências para pressionar as vítimas. Este uso indevido de sua posição como servidores públicos para intimidar cidadãos comuns configurou uma grave violação das responsabilidades que deveriam pautar suas atuações. As investigações continuam, com a Polícia Civil em busca de identificar outros possíveis envolvidos na trama criminosa.

Conclusão

O caso em Palmas destaca a necessidade de vigilância constante sobre a conduta de agentes de segurança pública e servidores. A atuação da Polícia Civil em desmantelar essa rede de agiotagem e coação é um passo importante para restaurar a confiança da população nas instituições. A continuidade das investigações poderá revelar mais detalhes e, possivelmente, outros envolvidos, contribuindo para um combate mais eficaz a esse tipo de crime.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação - WM

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