Acre se Destaca pela Baixa Desigualdade Salarial entre Gêneros, Revela Estudo

Acre se Destaca pela Baixa Desigualdade Salarial entre Gêneros, Revela Estudo

O Acre se destaca como um dos estados brasileiros com a menor disparidade salarial entre homens e mulheres, conforme revela o 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no dia 27 de novembro. Com um índice de 91,9% de equivalência salarial, o estado demonstra avanços significativos em relação à remuneração feminina.

Análise da Desigualdade Salarial em Detalhes

O estudo, que abrange dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), analisou aproximadamente 53 mil empresas com mais de 100 empregados, focando na comparação entre os anos de 2023 e 2025. Embora o Acre tenha alcançado um bom desempenho, a diferença salarial entre os gêneros ainda é uma realidade, com mulheres recebendo, em média, 21,3% a menos do que os homens nas empresas analisadas.

Desempenho Comparativo no Acre

No primeiro relatório que incluiu dados separados por gênero, publicado em 2024, foi constatado que mulheres no Acre recebiam, em média, 18,3% a menos do que seus colegas homens. A pesquisa considerou 104 empresas, com cerca de 33,5 mil trabalhadores. A disparidade salarial demonstrou variações significativas dependendo do cargo ocupado, sendo notável que, em posições de liderança, a diferença saltava para 35,6%.

Avanços e Iniciativas no Estado

O mais recente levantamento revelou que 64,6% das empresas no Acre implementaram planos de cargos e salários ou de carreira, um avanço em termos de estrutura organizacional. Entretanto, em relação a políticas de incentivo à contratação de mulheres LGBTQIAP+, apenas 15,2% das empresas no estado adotaram tais iniciativas, posicionando o Acre atrás de outros estados como Amazonas e Roraima.

Desigualdade Salarial por Raça e Cargo

A análise também destacou que a desigualdade salarial varia conforme a raça. Mulheres negras recebem, em média, R$ 2.298,54, enquanto as não negras têm um rendimento médio de R$ 2.565,32. Para os homens, a situação é semelhante, com os não negros recebendo R$ 2.821,54, em contraste com os negros, que recebem R$ 2.499,67. A discrepância salarial se torna ainda mais pronunciada em cargos de gerência e direção, onde a relação salarial entre os gêneros é de 85,3%.

Cenário Nacional e Políticas de Igualdade

Em um contexto mais amplo, o relatório apontou um aumento de 11% na participação feminina no mercado de trabalho nacional, com o número de mulheres empregadas passando de 7,2 milhões para 8 milhões. Este crescimento é acompanhado da implementação de políticas internas nas empresas, que incluem jornadas flexíveis e auxílio-creche. Apesar desses avanços, a desigualdade de renda permanece inalterada, refletindo um desafio contínuo no ambiente de trabalho.

Legislação e Compromissos com a Igualdade

A divulgação dos dados está em conformidade com a Lei nº 14.611, sancionada em 2023, que visa garantir a igualdade salarial entre homens e mulheres. Essa norma exige que empresas com 100 ou mais empregados assegurem transparência nos salários, adotem medidas contra discriminação e implementem ações para promover a equidade no ambiente laboral.

O Acre, ao apresentar índices positivos, serve como um exemplo para outras regiões do Brasil, mas ainda enfrenta desafios na eliminação total da desigualdade salarial. O progresso em direção à equidade de gênero no mercado de trabalho é um tema que continua a demandar atenção e ação efetiva por parte de governos e empresas.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação - WM

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