Investigação sobre suposto esquema de compra de votos em Manaus é prorrogada pela Justiça Federal

A Justiça Federal decidiu prorrogar por mais 90 dias o prazo para que a Polícia Federal (PF) finalize as investigações relacionadas a um alegado esquema de corrupção eleitoral em Manaus. O caso envolve lideranças religiosas e ocorre no contexto das eleições municipais de 2024.
Motivação da prorrogação da investigação
A extensão do prazo foi solicitada pela PF, que ainda está analisando provas coletadas, incluindo dados de celulares que foram apreendidos durante uma operação anterior ao segundo turno das eleições. Esse aprofundamento nas investigações busca esclarecer as alegações de compra de votos com a participação de figuras religiosas influentes.
Elementos centrais da investigação
Um dos pontos cruciais da apuração é um laudo pericial que aponta a atuação de Gabriel Alexandre da Silva Lima, genro do prefeito de Manaus, David Almeida, como um suposto intermediário em transações de compra de votos. O laudo inclui mensagens e arquivos coletados de quatro celulares de líderes da Igreja Pentecostal Unida do Brasil (IPUB).
Mensagens reveladoras sobre transações financeiras
As mensagens analisadas pela PF revelam conversas em um grupo de WhatsApp, onde pastores discutem valores e estratégias de mobilização política. Um áudio, por exemplo, inclui um pedido explícito para o envio de R$ 80 mil, que, segundo os investigadores, seria destinado à divisão entre os líderes religiosos para estimular o apoio político ao candidato.
Cobranças e promessas não cumpridas
A análise das comunicações também indica que alguns líderes religiosos estavam cobrando de Gabriel os pagamentos que teriam sido prometidos anteriormente. Mensagens trocadas demonstram a urgência nas cobranças e a necessidade de contato para resolver pendências financeiras relacionadas ao apoio eleitoral.
Mobilização para apoio eleitoral
Além das questões financeiras, um áudio recuperado sugere que Gabriel também procurou apoio para a divulgação da campanha, solicitando que líderes religiosos promovem seu número eleitoral nas redes sociais. Essa estratégia parece ter como objetivo aumentar a visibilidade do candidato entre os fiéis.
Proximidade com líderes religiosos
As investigações revelaram uma interação frequente entre Gabriel e líderes da IPUB, incluindo Flaviano Paes Negreiros. Mensagens trocadas indicam a realização de reuniões onde foram discutidos detalhes sobre o apoio eleitoral da igreja, a quantidade de membros e os valores que poderiam ser oferecidos em troca de influência sobre os votos.
Situação atual e desdobramentos
Até o momento, a Secretaria Municipal de Comunicação não se manifestou sobre as informações presentes no inquérito, nem sobre a relação do prefeito e sua família com as investigações. A continuidade da apuração poderá revelar novos desdobramentos e esclarecer a extensão do envolvimento das lideranças religiosas no suposto esquema.
Conclusão
A prorrogação das investigações pela Justiça Federal sinaliza a seriedade das alegações de compra de votos em Manaus, envolvendo figuras políticas e religiosas. O desfecho desse caso poderá ter implicações significativas para as próximas eleições e para a integridade do processo eleitoral na cidade.
Fonte: https://g1.globo.com





