Redução de Queimadas no Acre: Dados do Primeiro Semestre de 2026 Revelam Queda Significativa

Redução de Queimadas no Acre: Dados do Primeiro Semestre de 2026 Revelam Queda Significativa

O Acre apresentou uma diminuição acentuada nos focos de queimadas no primeiro semestre de 2026, de acordo com informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Entre 1º de janeiro e 30 de junho, foram contabilizados apenas 41 registros, refletindo uma redução de 43% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando 72 focos foram identificados.

Tendência de Aumento com a Chegada do Verão

Apesar da redução significativa nos primeiros seis meses do ano, a expectativa é que o número de queimadas aumente com o início do verão amazônico. Nos primeiros dez dias de julho, já foram registrados mais 23 focos, totalizando 64 incidências até o dia 10 do mês. Essa tendência é comum, pois o período de estiagem normalmente traz condições favoráveis para as queimadas.

Distribuição dos Focos de Queimadas no Estado

Analisando a distribuição dos focos de queimadas, o município de Feijó liderou o ranking com 11 ocorrências, representando 26,8% do total no estado. Em seguida, Cruzeiro do Sul e Tarauacá registraram cinco focos cada, correspondendo a 12,2%. Outros municípios, como Rodrigues Alves, apresentaram quatro focos, enquanto a capital, Rio Branco, e Santa Rosa do Purus tiveram três cada. Epitaciolândia, Mâncio Lima e Porto Walter, por sua vez, registraram apenas dois focos cada.

Dados da Defesa Civil de Rio Branco

Os dados da Defesa Civil de Rio Branco apresentaram informações divergentes em relação aos registros do Inpe. Até a mesma data, a Defesa Civil informou que a capital teve 80 focos de queimadas, representando 7% do total estadual. No entanto, esse número demonstra uma queda de 45,5% em comparação ao ano anterior, quando 147 focos foram contabilizados, correspondendo a 10,2% do total do estado.

Estratégias de Combate às Queimadas

O tenente-coronel Cláudio Falcão, coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, destacou que um plano de contingência já está em vigor para enfrentar o período crítico de queimadas. As ações incluem medidas preventivas, combate a incêndios e uma atuação integrada entre diferentes órgãos, como a Secretaria de Meio Ambiente e o Corpo de Bombeiros. O objetivo é minimizar os impactos das queimadas e controlar o fogo de maneira eficaz.

Impacto do El Niño nas Queimadas

A professora Sonaira Silva, especialista em queimadas e qualidade do ar na Amazônia, alertou que o fenômeno climático El Niño poderá intensificar a ocorrência de queimadas neste ano. Segundo ela, o El Niño pode trazer temperaturas elevadas e períodos prolongados de seca, fatores que favorecem a propagação das queimadas. A expectativa é que este ano seja mais severo em comparação a fenômenos anteriores.

Cenário Amazônico

No contexto mais amplo do bioma amazônico, que abrange diversos estados além do Acre, foram registrados 6.955 km² de focos de queimadas até o dia 10 de julho. Essa extensão evidência a magnitude do desafio que a região enfrenta em relação a incêndios florestais e a necessidade de um monitoramento constante e efetivo.

A redução nos focos de queimadas no Acre no primeiro semestre de 2026 traz um alento, mas as expectativas para os meses seguintes indicam um panorama desafiador. A combinação de fatores climáticos e a atuação de órgãos competentes será crucial para mitigar os efeitos das queimadas e proteger o meio ambiente na região.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação - WM

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