Rebeca Ramagem: Licença-Prêmio e Afastamentos da Procuradora de Roraima

Rebeca Ramagem: Licença-Prêmio e Afastamentos da Procuradora de Roraima

A procuradora de Roraima, Rebeca Teixeira Ramagem Rodrigues, está em evidência após receber uma licença-prêmio que a afastou de suas atividades profissionais por um período significativo. Com 218 dias longe do trabalho, a servidora pública acumula aproximadamente sete meses de ausência, um fato que gerou questionamentos sobre sua situação laboral e pessoal.

Detalhes da Licença e Afastamentos

A licença-prêmio foi concedida pela Procuradoria-Geral do Estado de Roraima (PGE-RR) e se estende até o dia 7 de julho de 2026. Este benefício, que teve início em 9 de maio, foi concedido após um período de férias de 78 dias. Se contabilizados os dias de licença, férias, recesso forense e ausências não justificadas, Rebeca poderá atingir um total de 233 dias sem trabalhar. A procuradora ainda precisa justificar uma ausência de 45 dias, que ocorreu após a rejeição de um atestado médico.

Situação Pessoal e Controvérsias

Rebeca é esposa de Alexandre Ramagem, um ex-deputado federal que se viu envolvido em problemas legais e foi preso em abril nos Estados Unidos. Após ser detido, ele foi liberado dois dias depois, mas a situação complicou-se com a sua ordem de deportação. A relação do casal e a fuga para os Estados Unidos, que Rebeca confirmou em suas redes sociais como uma tentativa de proteger a família, traz um contexto adicional às suas ausências no trabalho.

Justificativas e Impasses Administrativos

Desde o início de seu afastamento em novembro de 2025, Rebeca não retornou às suas funções. Após solicitar uma prorrogação de suas férias, ela apresentou um atestado médico que não foi aceito pela junta médica da PGE-RR, uma vez que faltou a duas perícias agendadas. A ausência de validação do atestado resultou em um impasse administrativo, onde a Corregedoria do órgão é responsável por investigar as justificativas das ausências.

Repercussão e Reações

Recentemente, Rebeca Ramagem utilizou suas redes sociais para alegar ser alvo de perseguição política, afirmando que o governo estadual havia negado a realização de sua perícia médica por telemedicina e cancelado seu regime de teletrabalho de maneira arbitrária. A Secretaria de Gestão Estratégica e Administração de Roraima, no entanto, esclareceu que não há estrutura para avaliações online, o que exigiu sua presença nas perícias.

Conclusão

O caso de Rebeca Ramagem levanta questões importantes sobre a transparência no serviço público e os mecanismos de controle das ausências laborais. Com a continuidade das investigações pela Corregedoria e a situação delicada envolvendo seu marido, as próximas etapas desse processo podem trazer novos desdobramentos, tanto para a procuradora quanto para a PGE-RR.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação - WM

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