Rondônia Recusa Proposta Federal para Redução do Preço do Diesel

Rondônia tomou a decisão de não aceitar a proposta do governo federal que visa conter a alta nos preços do diesel. Essa iniciativa inclui um subsídio de R$ 1,20 por litro do combustível importado, previsto para vigorar até o final de maio. A administração estadual expressou preocupações sobre a efetividade da proposta e a possibilidade de que o desconto chegue aos consumidores nos postos de gasolina.
Contexto da Decisão
No cenário regional, Rondônia se destaca como o único estado da região Norte a rejeitar a adesão à proposta. Enquanto isso, os estados do Pará e Amapá ainda não se manifestaram sobre sua posição. Em contraste, outros estados já demonstram disposição para participar da iniciativa, que busca mitigar os preços do diesel, impactados por diversos fatores econômicos.
Limitações Orçamentárias e Dúvidas sobre Eficácia
De acordo com informações da Secretaria de Estado de Finanças (Sefin), uma das principais razões para a recusa é a fragilidade orçamentária do estado, que limita sua capacidade de participar da proposta. Além disso, a Sefin aponta incertezas quanto à eficácia do subsídio, levantando questionamentos sobre se ele realmente resultaria em uma redução nos preços para os consumidores.
Aspectos do Plano Federal
O plano do governo federal estabelece que o custo do subsídio será compartilhado entre a União e os estados, com uma previsão de impacto financeiro de aproximadamente R$ 1,5 bilhão nas receitas estaduais em um período de dois meses. Essa quantia seria compensada através do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Vale destacar que a proposta não inclui a diminuição do ICMS, mas se soma a outras estratégias já em curso para controlar os preços dos combustíveis.
Reações e Futuro da Medida
Até o momento, 21 estados já manifestaram apoio à proposta. Mesmo com a falta de consenso, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que a implementação da medida deve prosseguir. A Sefin ressaltou que a decisão de Rondônia está alinhada com as orientações do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), que expressou preocupações sobre a eficácia da proposta e os potenciais efeitos adversos nas contas públicas.
Conclusão
A recusa de Rondônia em aderir à proposta do governo federal para subsídio ao diesel evidencia uma postura cautelosa diante de um cenário econômico desafiador. O estado opta por priorizar sua estabilidade orçamentária e se alinha às preocupações levantadas por especialistas, enquanto a discussão sobre a eficácia das medidas para controlar os preços dos combustíveis continua a ser uma questão relevante em nível nacional.
Fonte: https://g1.globo.com





