Rioprevidência Reverte Recursos para Benefícios Previdenciários e Adota Novas Diretrizes de Investimento

Rioprevidência Reverte Recursos para Benefícios Previdenciários e Adota Novas Diretrizes de Investimento

O Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro, conhecido como Rioprevidência, anunciou nesta terça-feira (9) uma importante medida que visa direcionar recursos excedentes do fundo para o pagamento de benefícios previdenciários. Essa decisão vem em um momento crucial, considerando as recentes controvérsias envolvendo a administração da autarquia.

Medida de Reversão de Recursos

A nova regra estabelece que, ao final de cada mês, os valores do Fundo Administrativo que superarem 150% das despesas da autarquia nos últimos 12 meses serão revertidos para o pagamento de aposentadorias e pensões. Essa alteração foi aprovada pela diretoria executiva do Rioprevidência no último dia 2 de outubro, com a expectativa de que cerca de R$ 100 milhões sejam destinados a essa finalidade até o final do ano.

Adoção de Critérios de Investimento Conservadores

Além da reversão de recursos, a diretoria executiva decidiu implementar critérios mais conservadores para os investimentos do Fundo Administrativo. A partir de agora, as aplicações seguirão diretrizes de curto prazo e maior liquidez, buscando aumentar a segurança na gestão dos recursos. O diretor-presidente, Felipe Derbli, destacou que não faz sentido expor os fundos administrativos a investimentos de longo prazo, que normalmente apresentam riscos elevados.

Contexto de Investigação

A medida ocorre em meio a uma investigação da Polícia Federal relacionada ao Caso Master, que envolve suspeitas de irregularidades na aplicação de bilhões em letras de crédito. O ex-governador Cláudio Castro foi mencionado como parte das investigações. Em uma operação recente, a PF apurou que a Rioprevidência investiu R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master entre outubro de 2023 e julho de 2024.

Desdobramentos das Investigações

Além dos aportes iniciais, a investigação revelou que novos investimentos, totalizando R$ 2,01 bilhões, foram realizados em fundos estruturados pelo mesmo grupo entre dezembro de 2024 e outubro de 2025. Esses dados foram apresentados ao ministro do STF, André Mendonça, relator do Caso Master, evidenciando a complexidade e a gravidade das questões que cercam a gestão do fundo.

Expectativas Futuras

A nova política de destinação de recursos e a adoção de critérios de investimento mais seguros visam não apenas reforçar o pagamento de benefícios, mas também estabelecer um controle mais rigoroso sobre as despesas futuras. O Conselho de Administração do Rioprevidência deve avaliar essas novas diretrizes em sua próxima sessão ordinária, agendada para o final de junho.

Com essas mudanças, a Rioprevidência busca restaurar a confiança em sua administração e garantir a sustentabilidade financeira do fundo, em um cenário marcado por desafios e incertezas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Redação - WM

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