Reaproveitamento de Água na Terra Yanomami

Este artigo aborda reaproveitamento de água na terra yanomami de forma detalhada e completa, explorando os principais aspectos relacionados ao tema.
Criação de peixes em tanques
A criação de peixes em tanques na Terra Yanomami é uma prática inovadora que vem beneficiando a comunidade indígena Sikamabiu. A água utilizada nesse processo é reaproveitada na irrigação de roças com plantações de mandioca, batata e arroz, através do sistema de "fertirrigação". Esse método integrado de produção de alimentos não apenas fortalece a autonomia alimentar dos indígenas, mas também elimina a necessidade de fertilizantes químicos.
O projeto, que foi implementado pelo governo federal, inclui não apenas a piscicultura em tanques, mas também a irrigação de roçados e a criação de galinhas. Essa iniciativa surge como uma alternativa à pesca em rios contaminados pelo mercúrio do garimpo ilegal na região do Baixo Mucajaí, no Sul de Roraima. Além disso, a própria comunidade indígena é responsável por todo o trabalho, desde a construção dos tanques até o manejo dos peixes e o uso da água nas plantações.
A pesquisadora da Embrapa Roraima, Rosemary Veilaça, ressalta a importância desse sistema integrado, que não apenas garante a segurança alimentar, mas também promove a cidadania alimentar. Os tanques de piscicultura em Sikamabiu abrigam mais de 8 mil alevinos de tambaqui, uma espécie amplamente consumida na região amazônica. Essa prática é fundamental para substituir a pesca no Rio Mucajaí, que se tornou inviável devido à contaminação por mercúrio. Com os peixes atingindo o tamanho ideal até junho, a comunidade terá acesso a uma fonte segura de proteína animal nos próximos meses.
Sistema de fertirrigação
O sistema de fertirrigação implementado na Terra Yanomami é uma técnica inovadora que combina a criação de peixes em tanques com a irrigação de plantações, promovendo a sustentabilidade e a autonomia alimentar dos indígenas. A água utilizada na piscicultura passa por testes de qualidade antes de ser reaproveitada na irrigação de roças com mandioca, batata e arroz.
Segundo a pesquisadora da Embrapa Roraima, Rosemary Veilaça, o sistema de fertirrigação não apenas garante a segurança alimentar, mas também promove a cidadania alimentar, pois uma produção sustenta a outra, permitindo a autonomia da comunidade. O projeto, que era um pedido antigo dos indígenas da região, demonstra sucesso na produção de peixes e plantas, proporcionando alimentos seguros e saudáveis para a comunidade.
Os tanques de piscicultura instalados na comunidade Sikamabiu substituem a pesca no Rio Mucajaí, que foi impactado pela contaminação do mercúrio do garimpo ilegal. Com a criação de mais de 8 mil alevinos de tambaqui nos tanques, os indígenas garantem uma fonte segura de proteína animal. O sistema integrado de produção é essencial para a sustentabilidade e permanência no território, proporcionando uma alternativa viável e sustentável para garantir a segurança alimentar da comunidade.
Impacto do garimpo ilegal
O impacto do garimpo ilegal na Terra Yanomami é evidente, especialmente quando se trata da contaminação dos rios por mercúrio. A pesca nos rios locais se tornou inviável devido à presença desse metal tóxico, o que afeta diretamente a segurança alimentar das comunidades indígenas. O garimpo ilegal é apontado como a principal causa dessa contaminação, pois o mercúrio é utilizado no processo de extração de ouro, se espalhando pelos rios e afetando a fauna aquática.
Com a contaminação dos rios, as comunidades indígenas precisaram buscar alternativas para garantir sua alimentação e segurança. O projeto de criação de peixes em tanques na Terra Yanomami surge como uma solução inovadora e sustentável. Além de garantir o fornecimento de proteína animal segura, a iniciativa também contribui para a autonomia alimentar das comunidades, reduzindo a dependência da pesca nos rios contaminados pelo garimpo ilegal.
A integração entre a piscicultura, a irrigação de roçados e a criação de galinhas se mostra como uma alternativa viável e eficaz para enfrentar os impactos do garimpo ilegal na região. Essa iniciativa não apenas promove a segurança alimentar das comunidades indígenas, mas também fortalece a sustentabilidade ambiental e a preservação dos recursos naturais da Terra Yanomami, mostrando que é possível encontrar soluções inovadoras para lidar com os desafios impostos pela atividade ilegal do garimpo.
Capacitação e autonomia alimentar
A capacitação e autonomia alimentar são aspectos fundamentais do projeto de reaproveitamento de água na Terra Yanomami. No caso da comunidade indígena Sikamabiu, cerca de 34 indígenas foram capacitados para atuar em todas as etapas do projeto, desde a construção dos tanques até o manejo dos peixes e o uso da água nas plantações. Esse processo de capacitação é essencial para garantir que os indígenas tenham autonomia na produção de alimentos e na gestão sustentável dos recursos naturais.
Além disso, a iniciativa de criação de peixes em tanques e utilização da água na irrigação de roças com mandioca, batata e arroz fortalece a autonomia alimentar dos indígenas. O sistema de "fertirrigação" implementado no projeto dispensa o uso de fertilizantes químicos, promovendo uma produção de alimentos mais saudável e sustentável. Dessa forma, os indígenas conseguem garantir a segurança alimentar de suas famílias e comunidade, sem depender da pesca em rios contaminados.
A pesquisadora da Embrapa Roraima, Rosemary Veilaça, destaca a importância do projeto não apenas para a segurança alimentar, mas também para a cidadania alimentar dos indígenas. A produção integrada de peixes e plantas, aliada ao reaproveitamento da água, garante uma autonomia que fortalece a comunidade e contribui para a preservação do território. Assim, a capacitação e autonomia alimentar se tornam pilares essenciais para a sustentabilidade e o bem-estar das populações indígenas na Terra Yanomami.
Fonte: https://g1.globo.com





