Quilombolas Realizam Protesto na BR-210 em Macapá contra Invasão de Terras

Quilombolas Realizam Protesto na BR-210 em Macapá contra Invasão de Terras

Na manhã desta quarta-feira, 25 de outubro, integrantes da comunidade quilombola do Curralinho, localizada em Macapá, iniciaram um protesto no quilômetro 8 da BR-210. A ação visa chamar a atenção para questões de caráter territorial que permanecem sem solução, segundo os moradores.

Motivações do Protesto

Os quilombolas reivindicam a demarcação de suas terras e o reconhecimento de seus direitos, em um movimento que reflete anos de frustração devido à falta de progresso nesses assuntos. O bloqueio da rodovia, que até o momento é parcial, pode ser ampliado, levando a uma interdição total nos dois sentidos da via.

Impacto e Características do Ato

Os organizadores do protesto informam que a manifestação ocorre de forma pacífica, embora seja um desabafo sobre a insatisfação acumulada. A liderança comunitária, Joaquina Santos, enfatiza que a ação foi motivada por invasões recorrentes na área quilombola, que ameaçam a subsistência das famílias locais.

A Situação das Invasões

Joaquina Santos destacou que os invasores, que já possuem lotes em outras regiões, estão tentando ocupar áreas próximas à comunidade. Essa situação alarmante levou os quilombolas a decidirem interromper o tráfego como forma de pressionar as autoridades a tomarem providências. Ela pediu apoio dos governos estadual e federal para garantir a proteção de suas terras.

Acompanhamento das Autoridades

Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estão presentes no local para monitorar a situação e assegurar a segurança viária. A PRF informou que está acompanhando o protesto para garantir o direito constitucional de manifestação pacífica, enquanto busca minimizar os impactos no tráfego da rodovia.

Considerações Finais

O ato dos quilombolas do Curralinho é um exemplo de luta por direitos territoriais, refletindo a necessidade urgente de diálogo entre as comunidades tradicionais e o poder público. A mobilização não apenas destaca as dificuldades enfrentadas por esses grupos, mas também ressalta a importância da preservação de suas terras para a continuidade de suas práticas culturais e de subsistência.

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Fonte: https://g1.globo.com

Wilson Marinho

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