Protesto em Palmas: Servidores da Saúde Manifestam Contra Terceirização das UPAs

Na última sexta-feira, 10 de março, servidores públicos da saúde de Palmas realizaram um protesto significativo em frente à Secretaria Municipal de Saúde (Semus). O ato foi motivado pela insatisfação em relação à recente decisão da Prefeitura de terceirizar a gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade.
Simbolismo do Protesto
Durante a manifestação, os servidores trouxeram dois caixões, simbolizando o que consideram a 'morte da saúde pública' decorrente da privatização dos serviços. Os caixões foram identificados com os nomes das UPAs Norte e Sul, representando a luta dos trabalhadores que atuam nesses locais há anos.
Contratos e Reações
O contrato para a gestão privada das UPAs foi publicado no Diário Oficial do Município em 24 de março e envolve um investimento de R$ 139,1 milhões, com a Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Itatiba assumindo a administração. A medida, no entanto, gerou críticas e preocupações entre os profissionais da saúde, que sentem que suas vozes foram ignoradas durante o processo.
Faltas e Impacto nos Serviços
Além do protesto, a Semus registrou uma significativa ausência dos profissionais nas UPAs. Um levantamento revelou que 80% dos enfermeiros e técnicos não compareceram na UPA Norte, enquanto a UPA Sul teve uma ausência de 65%. Essa falta impactou diretamente o funcionamento de várias áreas, levando ao fechamento momentâneo de setores essenciais.
Ação do Tribunal de Contas
Em meio a essa situação, o Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE-TO) recomendou a suspensão do contrato de terceirização, apontando possíveis irregularidades que poderiam comprometer os serviços e os recursos públicos. Essa decisão foi uma tentativa de proteger o atendimento de urgência na cidade.
Posição da Santa Casa e da Semus
Em resposta às preocupações levantadas, a Santa Casa de Misericórdia de Itatiba declarou que já tomou as medidas necessárias para atender as exigências do TCE de São Paulo, que notificou o TCE-TO. Por sua vez, a Semus destacou que a redistribuição dos servidores foi feita através de edital, permitindo que os profissionais escolhessem suas unidades de preferência, apesar da insatisfação demonstrada.
Conclusão e Próximos Passos
A situação atual nas UPAs de Palmas levanta questões sérias sobre a gestão da saúde pública na cidade. Com a pressão dos servidores e as recomendações do Tribunal de Contas, a administração municipal precisará encontrar um equilíbrio entre a terceirização e a manutenção de serviços essenciais. Enquanto isso, a população aguarda por soluções que garantam a continuidade do atendimento de saúde com qualidade.
Fonte: https://g1.globo.com





