Motociclistas de Aplicativo Realizam Protesto em Rio Branco Contra Projeto de Lei de Regulamentação

Motociclistas de Aplicativo Realizam Protesto em Rio Branco Contra Projeto de Lei de Regulamentação

Na manhã desta terça-feira (14), motociclistas que trabalham por meio de aplicativos se reuniram pacificamente em frente ao Palácio Rio Branco, localizado no centro de Rio Branco, no Acre. A mobilização, que termina às 10h, é uma manifestação organizada pela União dos Motoristas de Aplicativos do Acre (Unimac) e visa questionar o Projeto de Lei nº 152/2025, que está em tramitação na Câmara dos Deputados.

Motivos do Protesto

Os manifestantes expressaram sua insatisfação com o texto do projeto, que, segundo eles, não aborda aspectos fundamentais para a categoria. Um dos pontos mais criticados é a proposta de um pagamento mínimo de R$ 8,50 por entregas de até 4 quilômetros, um valor que os trabalhadores consideram insuficiente. Além disso, eles apontam a falta de garantias de remuneração mínima para corridas com passageiros e a ausência de regras claras sobre as taxas cobradas pelas plataformas.

Desdobramentos do Projeto de Lei

O Projeto de Lei 152/2025, que busca regulamentar a atividade dos motoristas de aplicativo, enfrenta resistência entre os trabalhadores. A votação inicial estava agendada para o mesmo dia da manifestação, mas foi retirada da pauta a pedido do líder do governo, José Guimarães (PT-CE). Isso trouxe um respiro temporário para a categoria, que tem se mobilizado constantemente.

Críticas ao Relatório e à Regulamentação

Dedi Alencar, um dos motoristas presentes à manifestação, ressaltou que o relatório apresentado não atende às necessidades da categoria. Ele argumentou que o texto da proposta permite que as plataformas continuem bloqueando motoristas sem critérios claros, além de não assegurar direitos básicos. "Queremos que as leis respeitem o ordenamento jurídico brasileiro", afirmou.

Questões Financeiras e Taxas

Outro ponto levantado pelos motociclistas é a falta de um ganho mínimo garantido para corridas com passageiros. Enquanto existe um valor mínimo estipulado para entregas, não há compensação adicional para viagens mais longas, o que torna a atividade inviável em várias situações. Além disso, o grupo criticou a liberdade que as plataformas têm para definir suas taxas, afirmando que, ao contrário de outros países onde a taxa fica em torno de 20%, no Brasil, a categoria já aceitou até 30%, mas isso não é garantido no projeto.

Protestos Anteriores e Demandas Repetidas

Esse protesto é apenas uma das várias mobilizações realizadas pela categoria. Na semana anterior, os motociclistas pediram cursos gratuitos e isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Além disso, a necessidade de capacitação para a atuação regular tem gerado custos elevados, levando a categoria a solicitar apoio do governo estadual para oferecer formação sem encargos.

Reconhecimento e Valorização da Profissão

Os trabalhadores também relataram dificuldades para conseguir credenciamento das capacitações já realizadas e defenderam a valorização de sua profissão, que agora é reconhecida formalmente na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Em protestos anteriores, a falta de diálogo com o poder público foi uma crítica constante, com os motociclistas clamando por melhores condições de trabalho e regulamentação da atividade.

Conclusão

As mobilizações dos motociclistas de aplicativo em Rio Branco refletem uma luta por melhores condições de trabalho e uma regulamentação que atenda às suas necessidades. Com a tramitação do Projeto de Lei 152/2025, a categoria espera que suas demandas sejam ouvidas e que um diálogo mais efetivo com as autoridades seja estabelecido para garantir direitos e dignidade no exercício de suas funções.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação - WM

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