Moradores da Cidade do Povo Bloqueiam BR-364 em Protesto por Melhorias

Na manhã desta sexta-feira, 13 de março, um grupo de moradores do conjunto habitacional Cidade do Povo, localizado no Segundo Distrito de Rio Branco, decidiu fechar um trecho da BR-364 em um protesto que gerou grandes congestionamentos na rodovia. A manifestação, que começou às 5h30, foi motivada pela insatisfação com as condições de infraestrutura da região.
Motivos do Protesto
Os habitantes da Cidade do Povo reivindicam melhorias na infraestrutura local, incluindo a recuperação das ruas e um melhor atendimento na área da saúde. O morador Altemir Oliveira expressou a frustração da comunidade, destacando que os problemas persistem há anos. “As ruas estão em péssimas condições, e quando chove, a situação se agrava com alagamentos”, afirmou.
A Ação dos Manifestantes
Para impedir a passagem de veículos, os manifestantes bloquearam a rodovia com pneus e pedaços de madeira. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) está no local para monitorar a situação. Durante o ato, os manifestantes permitiram a passagem apenas de ambulâncias e casos excepcionais, como mulheres grávidas, mas o tráfego geral permanecia interrompido.
Impacto na Comunidade
O bloqueio afetou significativamente os usuários do transporte público. Passageiros de ônibus tiveram que descer e caminhar até um ponto mais adiante para continuar suas viagens, gerando desconforto e frustração. Maria Aparecida, uma das passageiras, reclamou da dificuldade enfrentada: “Já é complicado andar de transporte público, e essa situação só piora tudo. Minha filha não vai conseguir ir ao curso hoje”, lamentou.
Repercussão e Respostas
Vinícius Farias, trabalhador da construção civil, também se disse prejudicado pelo protesto. Ele enfatizou que, embora compreenda as dificuldades enfrentadas pelos moradores, acredita que a solução deve ser buscada em outros locais, como as sedes do governo. “Aqui todo mundo é trabalhador, e essa paralisação atrasa nossas vidas”, desabafou.
Perspectivas Futuras
Os moradores esperam que as autoridades tomem medidas efetivas em resposta ao protesto. Altemir Oliveira mencionou que representantes do grupo estão em contato com as autoridades e que a liberação da via será considerada apenas quando houver avanços nas reivindicações. “Não queríamos chegar a esse ponto, mas sentimos que era a única maneira de ser ouvidos”, concluiu.
O protesto evidencia a luta por melhorias em bairros que enfrentam desafios significativos de infraestrutura e serviços públicos, refletindo a urgência de soluções que atendam às necessidades da população local.
Fonte: https://g1.globo.com





