Operação Fim de Dança: PCC e o ‘Cofre Central’ em Roraima

Operação Fim de Dança: PCC e o ‘Cofre Central’ em Roraima

A Operação Fim de Dança, realizada em novembro de 2025, resultou na prisão de líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Roraima, marcando um importante avanço no combate ao tráfico de drogas na região. A investigação revelou um sofisticado esquema de armazenamento e distribuição de entorpecentes, destacando um esconderijo conhecido como 'cofre central', localizado em uma propriedade rural em Caracaraí.

A Revelação do Esconderijo

O 'cofre central' foi essencial para a condenação de seis membros da facção. A sentença, proferida em 30 de maio pela Vara Criminal Única da Comarca de Caracaraí, resultou em penas que variam de três a quase dez anos, totalizando mais de 54 anos de encarceramento. A propriedade, situada em uma área de mata, servia de depósito para drogas antes de serem distribuídas aos pontos de venda da facção.

Identificação dos Condenados

Entre os condenados, destacam-se o proprietário do local, Rodrigo Alberto Xavier, conhecido como 'Sorriso Maroto', que recebeu uma pena de 8 anos e 6 meses, e Cilara Rodrigues de Souza, chamada 'Kauany', condenada a 9 anos, 1 mês e 7 dias. Outros envolvidos incluem Thelrislainy Stifany de Jesus Icassatte, que também foi condenada a 9 anos e 1 mês, e Gleimerson Leonardo de Souza, com pena de 8 anos, 2 meses e 15 dias.

A Estrutura da Facção

O PCC operava uma estrutura complexa em Roraima, onde cada membro tinha funções específicas. José Daniel Alves de Sousa, que alugou a propriedade rural por R$ 1.000 mensais, foi condenado a 3 anos, 5 meses e 7 dias, enquanto um sexto integrante, cuja identidade não foi revelada, recebeu uma pena de 9 anos, 11 meses e 7 dias. A Justiça considerou que José tinha plena consciência do uso do local para armazenar drogas, apesar de sua defesa ter alegado o contrário.

Provas e Organização Criminal

As provas apresentadas pelo Ministério Público foram decisivas para a condenação do grupo. Vídeos capturados de celulares apreendidos mostraram os criminosos pesando drogas e realizando auditorias no 'cofre central', evidenciando a organização meticulosa da facção. Um dos vídeos, por exemplo, mostrava José Daniel ajudando Rodrigo nas pesagens em meio à mata, o que aumentou a gravidade das acusações.

Compromisso das Autoridades

O promotor Joaquim Eduardo dos Santos, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRR, enfatizou que o foco das autoridades vai além da apreensão de drogas. O objetivo é desarticular permanentemente as organizações criminosas, garantindo que não haja espaço para sua atuação em Roraima. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores dos réus em favor da União, além da incineração das drogas apreendidas.

Conclusão

A Operação Fim de Dança não apenas resultou em prisões significativas, mas também evidenciou a complexidade das operações do PCC em Roraima. Com a desarticulação de parte dessa rede, as autoridades demonstram um compromisso firme no combate ao crime organizado, buscando enfraquecer a atuação da facção e restaurar a segurança na região.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação - WM

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