Nomeação Controverso: Coronel da PM Envolvido em Denúncias de Compra de Votos Assume Cargo na Casa Militar

Nomeação Controverso: Coronel da PM Envolvido em Denúncias de Compra de Votos Assume Cargo na Casa Militar

O coronel Francisco das Chagas Lisboa Júnior, integrante da Polícia Militar de Roraima, foi designado como secretário-chefe adjunto da Casa Militar nesta quinta-feira, 9 de novembro. A decisão, assinada pelo governador Edilson Damião, gerou polêmica devido às denúncias de sua suposta participação em um esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2024.

Contexto da Nomeação

A nomeação de Lisboa foi publicada no Diário Oficial do Estado, substituindo o coronel Ilmar Soares Costa, que anteriormente ocupava a mesma função. A escolha do novo secretário-chefe adjunto levantou questões sobre os critérios utilizados pelo governo, uma vez que Lisboa enfrenta sérias acusações que podem afetar sua credibilidade no cargo.

Denúncias e Investigações

Em fevereiro de 2026, Lisboa foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral, tendo sido preso em dezembro de 2024, em meio a um esquema que envolvia a compra de votos. Junto a ele, o presidente da Câmara Municipal de Boa Vista, Genilson Costa, e mais 14 indivíduos foram implicados, formando um grupo que supostamente operava uma complexa rede de corrupção eleitoral.

Detalhes do Esquema Criminoso

De acordo com as investigações do MP, o esquema estava estruturado de maneira hierárquica, com papéis bem definidos entre líderes, coordenadores e operadores de campo, além do uso de recursos financeiros não declarados à Justiça Eleitoral, configurando a prática conhecida como 'caixa dois'. Essa prática é caracterizada pelo financiamento de campanhas de forma clandestina, sem a devida prestação de contas.

Consequências e Implicações

O Ministério Público solicitou o afastamento de Lisboa da função de coronel, alegando que ele utilizou sua posição para acessar e repassar informações sigilosas, o que compromete sua integridade no novo cargo. Na Casa Militar, Lisboa irá trabalhar ao lado do coronel Miramilton Goiano de Souza, que também está sob investigação da Polícia Federal por supostas irregularidades relacionadas à venda ilegal de armas.

Repercussão e Futuro

A nomeação de Lisboa e as investigações em curso geram um clima de incerteza sobre a transparência e a ética nas instituições de segurança pública em Roraima. O governo do estado ainda não se manifestou sobre os critérios que fundamentaram a escolha do coronel, deixando a população apreensiva quanto à condução de assuntos de segurança sob a supervisão de indivíduos com histórico questionável.

A situação destaca a necessidade de um olhar atento sobre a gestão pública e as implicações das ações de líderes em cargos estratégicos, especialmente quando suas credenciais estão sob suspeita.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação - WM

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