MP investiga homenagem a jogadores do Vasco-AC presos por estupro

MP investiga homenagem a jogadores do Vasco-AC presos por estupro

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Contexto do caso envolvendo os jogadores

O caso envolvendo os jogadores do Vasco-AC, investigados por estupro coletivo, ganhou destaque nacional após a prisão dos atletas e a polêmica homenagem realizada pelo clube durante uma partida da Copa do Brasil. Na última quinta-feira (19), a equipe entrou em campo com camisas que ostentavam os nomes de três dos quatro suspeitos, o que gerou indignação e levou o Ministério Público do Acre (MP-AC) a abrir uma investigação sobre a ação. As acusações contra os jogadores surgiram após um evento que teria ocorrido no alojamento do clube, onde duas mulheres relataram ter sido vítimas de violência sexual na madrugada do dia 13 de outubro.

Os jogadores envolvidos são Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior, que foram detidos após a denúncia. Enquanto o primeiro foi preso em flagrante no dia seguinte ao incidente, os outros três receberam prisão temporária. Todos negam as acusações. O MP-AC não apenas investiga a homenagem controversa, mas também analisa a resposta das autoridades esportivas locais e possíveis falhas na administração da justiça desportiva em relação ao caso. Além disso, o órgão está atento às declarações do técnico da equipe, Eric Rodrigues, que foram consideradas desrespeitosas e potencialmente prejudiciais às vítimas.

A repercussão do caso se intensificou após a fala do treinador em entrevistas, onde ele minimizou a situação ao afirmar que as mulheres estavam 'invadindo' o alojamento e criticou suas intenções. Isso provocou uma reação negativa, com diversos setores da sociedade clamando por uma investigação aprofundada e por medidas que garantam a proteção das vítimas de violência sexual. A coleta de provas, como filmagens e documentos da partida em que houve a homenagem, está em andamento, e o MP-AC aguarda informações da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) para dar sequência aos procedimentos legais.

Investigação do Ministério Público

O Ministério Público do Acre (MP-AC) iniciou uma investigação sobre a homenagem controversa realizada pelo Vasco-AC a quatro de seus jogadores, atualmente presos sob suspeita de estupro coletivo. Durante uma partida da Copa do Brasil, ocorrida no dia 19 de outubro, a equipe entrou em campo vestindo camisas que estampavam os nomes dos jogadores envolvidos, gerando ampla repercussão negativa. O MP-AC não apenas analisará a homenagem em si, mas também avaliará se houve possível omissão por parte da justiça desportiva do estado em relação ao caso, que envolve alegações graves de violência sexual contra duas mulheres no alojamento do clube, na madrugada de 13 de outubro.

As investigações do MP-AC se estenderão à postura do técnico do time, Eric Rodrigues, cujas declarações em programas de TV locais foram consideradas desrespeitosas e desqualificadoras do trabalho da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). A secretária estadual da Mulher, Márdhia El-Shawwa, criticou a postura do treinador, ressaltando que suas afirmações reforçam a culpabilização das vítimas. Além disso, o MP-AC solicitou à Deam o compartilhamento do inquérito policial e a coleta de imagens e documentos da partida para aprofundar a apuração dos fatos.

O MP-AC estabeleceu um prazo de dez dias para que as instituições consultadas respondam às solicitações. A investigação busca não apenas responsabilizar os envolvidos no crime, mas também compreender as falhas institucionais que permitiram a realização da homenagem. O caso gerou um debate intenso sobre a cultura do futebol e a responsabilidade dos clubes em situações de violência sexual, especialmente em um contexto onde as vítimas frequentemente enfrentam estigmas e revitimização.

Repercussão na mídia e declarações do técnico

A homenagem realizada pela equipe do Vasco-AC aos jogadores investigados por estupro coletivo gerou intensa repercussão na mídia, especialmente por conta das declarações do técnico Eric Rodrigues. Durante entrevistas, Rodrigues minimizou a gravidade da situação ao afirmar que o relacionamento dos jogadores com mulheres no alojamento não era inédito, sugerindo que esse comportamento era comum entre os atletas. Suas palavras foram prontamente criticadas por especialistas em direitos humanos e pela Secretaria Estadual da Mulher, que apontaram a fala como uma tentativa de desqualificar o trabalho da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e reforçar a culpabilização das vítimas, um fenômeno alarmante em casos de violência sexual.

Além das críticas, a repercussão também se estendeu ao meio esportivo, onde diversos comentaristas e analistas expressaram indignação sobre a atitude da equipe e a postura do técnico. A situação ficou ainda mais tensa após a divulgação de uma nota assinada pela secretária da Mulher, Márdhia El-Shawwa, que destacou a necessidade de um posicionamento mais responsável por parte de figuras públicas, especialmente em contextos tão delicados. As declarações de Rodrigues foram vistas como uma forma de perpetuar estigmas e desviar a atenção da seriedade das acusações.

Diante da gravidade do caso, o Ministério Público do Acre anunciou uma investigação própria, que inclui a análise das declarações do técnico e a apuração sobre a possível omissão da justiça desportiva. A coleta de imagens e registros da partida em que a homenagem foi feita também foi solicitada, além de um prazo de dez dias para que as instituições acionadas se manifestem. A situação continua a ser monitorada de perto pela mídia, que busca esclarecer os desdobramentos do caso e suas implicações dentro e fora do esporte.

Postura do Vasco-AC diante das acusações

A postura do Vasco-AC diante das graves acusações contra seus jogadores tem gerado repercussão e críticas. A equipe, que recentemente homenageou os atletas presos por suspeita de estupro durante uma partida da Copa do Brasil, se vê agora no centro de uma investigação do Ministério Público do Acre. A homenagem, que incluía camisas com os nomes dos envolvidos, foi considerada uma falta de sensibilidade, especialmente em um caso que envolve denúncias de violência sexual e agressão às vítimas.

Após a partida, o clube não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas o técnico Eric Rodrigues fez declarações polêmicas que foram amplamente divulgadas e criticadas. Ele mencionou que a presença de mulheres no alojamento dos jogadores não era um fato isolado, insinuando que isso era uma prática comum, o que levantou questões sobre a ética e a responsabilidade do clube em garantir um ambiente seguro. A secretária estadual da Mulher, Márdhia El-Shawwa, afirmou que as declarações do treinador desqualificam o trabalho da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e reforçam a culpabilização das vítimas, o que é inaceitável.

O MP, além de investigar a homenagem, também está apurando a resposta do clube e do técnico às alegações, buscando aferir se houve omissão ou negligência por parte da justiça desportiva. A coleta de provas, como imagens da partida e o inquérito policial, está em andamento, e o clube pode enfrentar consequências severas dependendo do desdobramento das investigações. A situação é um claro lembrete da importância da responsabilidade social no esporte, especialmente em relação às questões de gênero e violência.

Detalhes da denúncia e depoimentos das vítimas

As denúncias envolvendo os jogadores do Vasco-AC, identificados como Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior, surgiram após a acusação de um estupro coletivo contra duas mulheres. De acordo com relatos, o crime teria ocorrido dentro do alojamento do clube na madrugada do dia 13 de outubro, durante um evento que reunia os atletas. As vítimas afirmam que foram agredidas e abusadas sexualmente pelos jogadores, que negam as acusações e alegam que todas as relações foram consensuais.

Em resposta às graves denúncias, o Ministério Público do Acre (MP-AC) iniciou uma investigação para apurar não apenas os fatos relacionados ao crime, mas também a possível omissão da justiça desportiva. O MP também colherá depoimentos das vítimas e testemunhas para esclarecer os eventos daquela noite. As declarações das vítimas e de pessoas próximas ao caso serão cruciais para determinar a veracidade das alegações e o papel de cada indivíduo envolvido.

Além da investigação criminal, o comportamento do técnico da equipe, Eric Rodrigues, será analisado, especialmente suas declarações em entrevistas, que foram consideradas por muitos como desrespeitosas e culpabilizadoras das vítimas. A secretária estadual da Mulher, Márdhia El-Shawwa, manifestou preocupação com as falas do treinador, que podem influenciar a percepção pública sobre o caso e as vítimas. O MP estabeleceu um prazo de dez dias para que os órgãos envolvidos apresentem os documentos e provas requisitados.

Fonte: https://g1.globo.com

Wilson Marinho

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