Motorista Embriagada Recebe Pena de Mais de 7 Anos por Atropelamento Fatal em Roraima

Motorista Embriagada Recebe Pena de Mais de 7 Anos por Atropelamento Fatal em Roraima

A tragédia envolvendo o atropelamento do corredor José Francisco Gomes, conhecido como Ferrinho, resultou em uma condenação significativa para a motorista Jully Gabriella Passos Mota. A jovem de 27 anos foi sentenciada a 7 anos, 7 meses e 26 dias de prisão, em decorrência do acidente que ocorreu em março de 2025, na região do Bom Intento, em Boa Vista.

Detalhes do Acidente

O incidente aconteceu durante um treino do grupo Runners Team, onde Ferrinho e outros corredores estavam na estrada. Além do atleta, sua esposa e mais duas pessoas, de 43 e 38 anos, também ficaram feridas. Relatos indicam que Jully estava sob efeito de álcool no momento do atropelamento, o que se confirmou durante a investigação.

Consequências Legais e Sentença

O juiz Jaime Plá Pujades de Ávila, da 3ª Vara Criminal de Boa Vista, proferiu a sentença em 3 de agosto. Embora tenha sido condenada, Jully poderá recorrer da decisão em liberdade. A pena imposta será cumprida em regime semiaberto, e sua Carteira Nacional de Habilitação foi suspensa por um período de dois anos, quatro meses e 22 dias.

Crimes e Omissão de Socorro

Jully foi condenada por homicídio culposo sob a influência de álcool, além de lesão corporal culposa grave e leve, referentes às vítimas que sofreram fraturas e à esposa de Ferrinho, respectivamente. No entanto, ela foi absolvida da acusação de omissão de socorro, pois o juiz não encontrou evidências de que ela tivesse a intenção de abandonar as vítimas no local do acidente.

Atitude da Motorista Após o Acidente

A conduta de Jully no local do atropelamento foi considerada pelo juiz como insensível e desdenhosa. Testemunhas relataram que, enquanto as vítimas estavam feridas, ela demonstrou um comportamento debochado, chegando a rir e afirmar que o ocorrido 'não daria em nada'.

Impacto na Comunidade e Lembrança de Ferrinho

O acidente não apenas tirou a vida de Ferrinho, mas também deixou uma marca profunda na comunidade local. Ele era casado e pai de quatro filhos, além de ser proprietário de uma metalúrgica. Após o atropelamento, ele passou por uma cirurgia e permaneceu internado na UTI antes de falecer. Em homenagem ao corredor, centenas de pessoas participaram de uma caminhada pacífica, lembrando o impacto que ele teve em suas vidas.

Reflexão Sobre Segurança nas Estradas

O caso de Ferrinho levanta questões importantes sobre a segurança de corredores em vias públicas, especialmente em áreas sem acostamento. A defesa de Jully destacou a necessidade de alerta aos praticantes de corridas de rua, enfatizando os riscos associados ao treinamento em rodovias com tráfego intenso.

A tragédia e suas repercussões não só provocaram um debate sobre a responsabilidade de motoristas, mas também sobre como a sociedade pode garantir a segurança de todos os que utilizam as estradas.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação 👨‍⚖️​ Wilson Marinho

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