Momentos Marcantes da 2ª Noite do Festival de Parintins 2026

A segunda noite do 59º Festival de Parintins, ocorrida no último sábado (27), foi marcada por apresentações emocionantes das cunhãs-poranga Marciele Albuquerque, do Boi Caprichoso, e Isabelle Nogueira, do Boi Garantido. Ambas trouxeram à arena do Bumbódromo elementos que celebraram a ancestralidade indígena, a força feminina e a conexão espiritual com a rica floresta amazônica.
A Performance de Marciele Albuquerque
Marciele Albuquerque, representando o Boi Caprichoso, encantou o público ao surgir da alegoria denominada 'Curupira – O Guardião da Vida'. Esta estrutura, uma das mais significativas da noite, homenageou o ser encantado que protege a floresta, os animais e o equilíbrio ecológico segundo a mitologia amazônica. A apresentação foi acompanhada pela toada 'Trilha de Curupira', proporcionando uma experiência sensorial única aos espectadores.
Transformação e Simbolismo
Durante sua performance, Marciele passou por uma impressionante transformação, começando como a protetora da floresta e evoluindo para se tornar uma onça-pintada e, em seguida, uma onça-preta. Essa metamorfose simbólica representou a força e a ancestralidade da mulher indígena, destacando a resistência e a essência das culturas nativas. A atuação de Marciele foi um dos pontos altos da noite, recebendo aplausos entusiasmados do público.
Isabelle Nogueira e a Alegoria de Kamara
Do lado do Boi Garantido, Isabelle Nogueira fez uma entrada impactante ao emergir de um coração, parte da alegoria 'Kamara'. Essa estrutura trazia a cosmologia do povo Hixkaryana, que habita as áreas dos rios Nhamundá e Jatapu. Na narrativa apresentada, Kamara, a Onça-Mãe, é vista como a criadora que deu origem à vida e moldou o mundo por meio do sopro primordial.
A Força Espiritual da Floresta
Isabelle, em sua representação, não apenas celebrou a Onça-Mãe, mas também honrou a força espiritual da floresta e do povo Kamarayana, conhecido como o 'povo onça'. Sua apresentação foi marcada por uma combinação de garra, agilidade e elementos místicos, capturando a essência da cultura indígena e ressoando com o público presente. O uso da música e da coreografia contribuiu para criar uma atmosfera envolvente e respeitosa às tradições.
O Festival de Parintins e suas Tradições
O Festival de Parintins, uma celebração cultural que chega à sua 59ª edição em 2026, é realizado em três noites consecutivas no Bumbódromo. Durante cada apresentação, os bois Caprichoso e Garantido têm entre duas e duas horas e meia para apresentar seus projetos artísticos, que são avaliados por jurados em 21 quesitos, abrangendo itens individuais, musicais e cênicos. A competição culmina com a apuração dos pontos, onde o boi com a maior pontuação é declarado vencedor.
Com a última noite programada para este domingo (28), as emoções e a expectativa estão altas entre os torcedores e participantes, que aguardam ansiosamente as apresentações finais das agremiações.
Fonte: https://g1.globo.com











