Investigação do MP sobre Caso de Tetraparesia Após Cirurgia em Hospital do Tocantins

Uma grave situação envolvendo uma paciente do Hospital Geral de Palmas, no Tocantins, está sob investigação do Ministério Público do Tocantins (MPTO). A mulher, que se submeteu a uma cirurgia para correção de hérnia, apresentou uma condição de tetraparesia, resultando em perda de força muscular em braços e pernas, o que a levou a sair da unidade hospitalar em uma cadeira de rodas.
Detalhes do Caso e Resposta das Autoridades
De acordo com a Defensoria Pública Estadual (DPE), a paciente deu entrada no hospital no dia 8 de junho e teve alta em 17 de julho. O Estado, por meio da Secretaria Estadual de Saúde, alegou que todas as condutas médicas e assistenciais foram seguidas durante a internação. Além disso, a pasta informou que já enviou as informações solicitadas pelo MP e que o caso está sendo monitorado pelo Poder Judiciário.
Complicações e Gestão das Cirurgias
A DPE também mencionou que, durante o trâmite judicial, a cirurgia ocorreu, mas a paciente desenvolveu complicações, como edema, e apresentou perda total de movimentos nos membros inferiores e restrição de movimentos nos superiores. A Defensoria questionou a gestão das cirurgias no Hospital Geral de Palmas, ressaltando os frequentes cancelamentos de procedimentos.
Análises do Ministério Público
Inicialmente, o caso foi analisado pela Promotoria de Justiça da Saúde Pública, que concluiu não haver indícios de recusa de atendimento ou falhas assistenciais, resultando no arquivamento da denúncia. Entretanto, o MPTO decidiu desmembrar o caso, encaminhando-o para as promotorias Criminal e de Defesa do Patrimônio Público. A primeira investigará a possibilidade de lesão corporal e omissão de socorro, enquanto a segunda avaliará indícios de improbidade administrativa entre os servidores públicos.
Nota da Secretaria de Saúde
Em uma nota oficial, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) defendeu que a paciente recebeu assistência adequada, conforme os protocolos do Sistema Único de Saúde (SUS). A nota destacou que a equipe multiprofissional acompanhou a paciente durante todo o período de internação, assegurando que não houve recusa de atendimento ou necessidade de transferência para outra unidade de saúde.
Transparência e Proteção de Dados
A SES também ressaltou que a divulgação de informações detalhadas sobre o prontuário da paciente só pode ocorrer com autorização formal, conforme a legislação de proteção de dados e a Resolução nº 1.638/2002 do Conselho Federal de Medicina. A transparência e a privacidade são consideradas essenciais para a condução do caso, garantindo que direitos individuais sejam respeitados.
Conclusão
O caso da paciente que sofreu tetraparesia após a cirurgia no Hospital Geral de Palmas levanta questões sérias sobre a gestão de serviços de saúde e a responsabilidade dos profissionais envolvidos. À medida que as investigações do Ministério Público avançam, a sociedade aguarda respostas claras sobre os cuidados prestados e as possíveis falhas que possam ter contribuído para a situação crítica da paciente.
Fonte: https://g1.globo.com











