Investigação do Caso Gustavo: Detalhes da Morte de Criança Revelam Tentativa de Simulação de Afogamento

Investigação do Caso Gustavo: Detalhes da Morte de Criança Revelam Tentativa de Simulação de Afogamento

O caso trágico do menino Gustavo Veloso Feitosa, de apenas 3 anos, ganhou novos contornos após a divulgação de informações reveladas pelo delegado responsável pela investigação. A morte da criança, ocorrida em Palmas no dia 2 de outubro, está cercada de mistério e indícios de violência, levando à prisão de seus pais, Igor Gustavo Veloso de Sousa e Kathellen Moreira.

Circunstâncias da Morte

De acordo com o delegado Eduardo Menezes, Igor, que é advogado, permaneceu com o corpo do filho em casa antes de notificar a Polícia Civil. Durante esse período, ele tentou criar uma narrativa que sugeria um afogamento na piscina, conforme relatado em coletiva de imprensa realizada no dia 6 de outubro. O laudo pericial, ao qual o g1 teve acesso, confirmou que a morte foi caracterizada por 'crueldade, insensibilidade e multiplicidade de lesões'.

A Versão do Pai e as Evidências

Igor alegou que Gustavo se afogou na piscina, mas o delegado afirmou que a morte ocorreu na noite anterior, e que o pai passou horas tentando elaborar uma versão que o isentasse de responsabilidade. A polícia destacou que, dado o conhecimento jurídico de Igor, a tentativa de simular um afogamento é ainda mais preocupante, uma vez que ele sabia que os laudos periciais contradizeriam sua versão.

Condições do Local

A perícia realizada na residência revelou um cenário desolador: garrafas de bebidas alcoólicas estavam espalhadas e indícios de que o local tinha sido limpo antes da chegada da polícia. O delegado mencionou que a criança morreu devido a hemorragias, sugerindo uma cena de violência que foi ocultada. 'Quase 10 horas após o crime, provavelmente eles tentaram limpar o ambiente', afirmou Menezes.

Prisão e Reações das Defesas

Os dois pais foram presos na madrugada do dia 6 de outubro. A defesa de Kathellen expressou surpresa com a decisão de prisão preventiva, ressaltando que ela é mãe de uma bebê de cinco meses e que busca alternativas para a pena, como a prisão domiciliar. Por outro lado, a defesa de Igor destacou sua colaboração com as autoridades durante o processo, embora tenha optado por não comentar detalhes do caso em respeito ao sigilo das investigações.

Contexto Familiar e Judicial

A mãe da criança, Sabrina da Silva Feitosa, estava em meio a disputas judiciais com Igor, que incluíam questões de pensão alimentícia. Ela relatou que Gustavo frequentemente voltava para casa com lesões após as visitas ao pai e que um vídeo gravado anteriormente mostrava a criança chorando e resistindo a ir para a casa do pai. Os advogados de Sabrina informaram que ela temia ser acusada de alienação parental e, por isso, não impediu as visitas.

Consequências Legais

Conforme a Secretaria de Segurança Pública, Igor enfrenta acusações de tortura e homicídio qualificado, enquanto Kathellen foi presa por não ter agido durante as agressões. Ambos foram encaminhados a instituições prisionais após os procedimentos legais necessários. O caso continua a ser investigado, com a expectativa de que novas informações possam surgir.

A situação de Gustavo gerou grande comoção na sociedade e levantou questões sobre a proteção infantil, além de acentuar a necessidade de vigilância em casos de disputas familiares que podem colocar as crianças em risco. A investigação em andamento busca esclarecer todos os aspectos desse caso sombrio.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação 👨‍⚖️​ Wilson Marinho

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