Indústria Brasileira Registra Queda de 0,2% em Maio, Marcando a Primeira Redução Desde 2025

A indústria brasileira apresentou uma retração de 0,2% na comparação entre os meses de abril e maio, segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este resultado negativo é o primeiro registrado desde dezembro de 2025, quando o setor enfrentou uma diminuição de 1,9%.
Comparação Anual e Acumulada
Apesar da queda mensal, ao comparar com o mesmo mês do ano anterior, a indústria mostrou um crescimento de 0,2%. No acumulado dos últimos 12 meses, o setor apresentou uma variação positiva de 0,4%, o que indica que, apesar da recente desaceleração, a produção industrial ainda mantém um leve crescimento em um horizonte mais amplo.
Expectativas e Desempenho Setorial
De acordo com um boletim da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, o desempenho de maio ficou abaixo das expectativas do mercado, que previa uma alta de 0,3%. A análise do comportamento da indústria nos últimos meses revela uma tendência de crescimento até abril, com os seguintes resultados: abril (+0,7%), março (+0,3%), fevereiro (+1,1%) e janeiro (+2,2%).
Influências na Produção Industrial
Os segmentos que mais contribuíram para a queda na produção industrial foram o de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que recuaram 6,1%, e as indústrias extrativas, que diminuíram em 2,6%. Ambos os setores interromperam uma sequência de cinco meses de crescimento. Em particular, o impacto negativo dos combustíveis foi acentuado pela queda no álcool etílico e na gasolina.
Setores em Alta
Apesar da retração geral, alguns setores se destacaram com resultados positivos. Os produtos farmoquímicos e farmacêuticos cresceram 13,1%, enquanto a produção de veículos automotores, reboques e carrocerias registrou um aumento de 4,1%. Além disso, os produtos químicos também apresentaram um crescimento de 3,1%. O setor automobilístico, em particular, marcou o quinto mês consecutivo de crescimento, impulsionado pela maior produção de automóveis, caminhões e autopeças.
Análise das Categorias Econômicas
Analisando as quatro grandes categorias econômicas, apenas os bens de consumo duráveis apresentaram variação positiva de abril para maio, com um aumento de 3,6%. Por outro lado, os bens de consumo semi e não duráveis caíram 1,3%, os bens intermediários tiveram uma redução de 0,4% e os bens de capital também recuaram em 0,2%.
Perspectivas Futuras
Com a indústria posicionada 4,5% acima dos níveis pré-pandemia, registrados em fevereiro de 2020, e 13% abaixo do pico histórico de maio de 2011, a expectativa para os próximos meses é de vigilância, especialmente em relação a fatores externos e internos que possam influenciar a recuperação e o crescimento do setor.











