Indígenas invadem terminal portuário da Cargill em Santarém

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Motivos da invasão ao terminal
A invasão do terminal portuário da Cargill em Santarém foi motivada pela insatisfação dos indígenas com a falta de resposta do governo federal a reivindicações históricas. O principal ponto de discordância é o Decreto nº 12.600, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo os líderes indígenas, compromete os direitos territoriais e a sobrevivência das comunidades locais. Após 31 dias de bloqueio pacífico do acesso ao terminal, os indígenas decidiram intensificar a manifestação como forma de chamar a atenção para suas demandas.
Os representantes do Conselho Indígena Tapajós Arapiuns (CITA) afirmam que tentaram dialogar com autoridades federais, incluindo a Presidência da República e o Ministério dos Transportes, sem obter respostas satisfatórias. A expectativa era que o governo federal se posicionasse sobre os impactos do decreto nas terras indígenas e nas comunidades tradicionais afetadas pelo projeto conhecido como 'Arco Norte'. A falta de diálogo e a notificação de desocupação da área onde ocorrem os protestos foram fatores que intensificaram a indignação entre os manifestantes.
O ato de invasão, conforme declarado por Olisil Oliveira, uma das lideranças do movimento, ocorreu de forma pacífica e com respeito aos trabalhadores do terminal, que foram retirados do local sem qualquer agressão. Oliveira enfatizou que a ocupação só será encerrada quando houver uma resposta concreta do governo à solicitação de revogação do decreto. A determinação dos indígenas reflete uma luta por reconhecimento e dignidade, além de uma defesa veemente de seus direitos e do meio ambiente, especialmente do Rio Tapajós.
Reivindicações dos indígenas
A invasão do terminal portuário da Cargill em Santarém, realizada por indígenas das regiões do baixo, médio e alto Tapajós, é fruto de uma série de reivindicações que permanecem sem resposta do governo federal. A principal demanda do movimento é a revogação do decreto nº 12.600, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 28 de agosto de 2025, que, segundo os indígenas, compromete os direitos territoriais e a existência das comunidades tradicionais da região. Os manifestantes argumentam que o decreto traz impactos diretos sobre seus territórios, ampliando a exploração econômica sem considerar as necessidades e a proteção de suas terras ancestrais. Ao longo de 31 dias de protesto, o Conselho Indígena Tapajós Arapiuns (CITA) buscou diálogo com os representantes do governo, mas não obteve respostas satisfatórias.
Além da revogação do decreto, os indígenas exigem uma discussão mais ampla sobre os impactos do chamado 'Arco Norte', que afeta diretamente suas comunidades. A falta de uma resposta oficial e a notificação de desocupação, recebida na sexta-feira (20), geraram ainda mais indignação entre os líderes indígenas. Em uma carta aberta, eles destacaram que a decisão de invadir o terminal foi coletivamente discutida e não foi tomada de forma impulsiva ou violenta, mas sim como um ato de resistência diante da inação do governo. A liderança indígena, Olisil Oliveira, afirmou que a ocupação foi pacífica e que os trabalhadores foram tratados com respeito durante a ação.
Os indígenas também ressaltam que a luta pela revogação do decreto é uma questão de sobrevivência e preservação cultural. A proteção do Rio Tapajós, essencial para suas comunidades, foi uma das bandeiras levantadas durante a manifestação. A expectativa é que, com a pressão gerada pela ocupação, o governo federal reconsidere suas decisões e inicie um diálogo efetivo com os povos indígenas, reconhecendo seus direitos e buscando soluções que respeitem suas demandas. Os líderes indígenas afirmam que permanecerão no terminal até que suas reivindicações sejam atendidas.
Ação pacífica e diálogo
A invasão pacífica do terminal da Cargill em Santarém, realizada por indígenas da região do Tapajós, foi motivada pela falta de diálogo com o governo federal. Segundo os líderes do movimento, a decisão de invadir o local não foi uma ação impulsiva, mas sim uma construção coletiva que envolveu a escuta de anciãos e análises jurídicas. Durante os 31 dias de protesto, os indígenas aguardaram uma resposta oficial sobre a revogação do decreto 12.600, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afeta diretamente seus territórios e modos de vida. A carta aberta do Conselho Indígena Tapajós Arapiuns destaca a urgência e a necessidade de serem ouvidos em suas reivindicações.
Na manhã da invasão, os indígenas garantiram que a ação foi realizada de forma pacífica, permitindo que os trabalhadores do terminal se retirassem sem qualquer tipo de agressão. Olisil Oliveira, uma das lideranças do movimento, enfatizou que a ocupação é um ato de resistência e que a permanência no local se dará até que o decreto seja revogado. Essa postura pacífica é um reflexo da busca por um diálogo construtivo, que, segundo os indígenas, foi solicitado sem sucesso ao governo em diversas ocasiões, incluindo a Casa Civil e o Ministério dos Transportes.
A falta de resposta governamental e a recente notificação de desocupação foram fatores que intensificaram a determinação dos indígenas em ocupar o terminal. A ação, que incluiu a interceptação de uma balsa carregada com grãos, foi um desdobramento da frustração acumulada ao longo do mês de manifestações. Os indígenas reafirmam seu compromisso com a defesa de seus direitos e a proteção do Rio Tapajós, um recurso vital para suas comunidades, buscando sempre um caminho de diálogo, mesmo diante de situações de conflito.
Resposta da Cargill e impactos operacionais
A Cargill emitiu uma nota oficial respondendo à invasão de seu terminal portuário em Santarém, destacando as ações violentas que ocorreram no dia 20 de outubro. Segundo a empresa, o escritório central em São Paulo foi vandalizado por manifestantes, o que demonstra uma escalada nas tensões relacionadas ao conflito. A Cargill reafirmou seu compromisso com a segurança de seus colaboradores e a integridade de suas operações, expressando preocupação com os impactos que a mobilização pode causar não apenas para a empresa, mas também para a economia local que depende do fluxo de commodities.
Além disso, a multinacional mencionou que as operações no terminal foram temporariamente interrompidas devido à invasão, resultando em atrasos nas atividades de embarque e desembarque de grãos. A Cargill informou que está avaliando a situação e que, em conjunto com as autoridades locais, busca formas de retomar as operações de maneira segura. A interrupção das atividades no terminal pode gerar um efeito cascata, afetando pequenos e médios produtores que dependem do acesso ao porto para escoar suas produções.
A empresa também se colocou à disposição para dialogar com as partes envolvidas, ressaltando a importância do diálogo pacífico para a resolução de conflitos. Entretanto, a falta de um posicionamento claro do governo federal sobre as reivindicações dos indígenas continua a ser um fator crítico que pode prolongar a instabilidade na região, impactando diretamente a logística e a operação da Cargill em Santarém.
Situação atual e desdobramentos
A situação atual em Santarém, Pará, é marcada pela invasão do terminal portuário da multinacional Cargill por indígenas de várias regiões do Tapajós, que se mobilizam há 31 dias em protesto. A decisão de invadir o terminal ocorreu na madrugada de sábado, 21, como uma resposta à falta de diálogo do governo federal sobre a revogação do Decreto nº 12.600, assinado pelo presidente Lula em agosto de 2023. Os indígenas afirmam que a ação foi pacífica e planejada coletivamente, em resposta a uma ordem de desocupação notificada na sexta-feira, 20, pelo oficial de justiça, que estipulou um prazo de 48 horas para a saída do local. A liderança indígena, Olisil Oliveira, enfatizou que a invasão é uma forma de defesa de seus direitos e uma manifestação de indignação em relação ao decreto que afeta seus territórios.
Os manifestantes destacaram que a ocupação foi realizada sem violência, com a retirada respeitosa dos trabalhadores da Cargill, que puderam sair do local sem qualquer ataque. Durante a ação, alguns indígenas chegaram a interceptar uma balsa carregada com grãos, utilizando quatro barcos para chegar até ela. A Cargill, por sua vez, divulgou uma nota informando que o terminal sofreu ações violentas, incluindo vandalismo em seu escritório em São Paulo, e condenou os atos que comprometeram a segurança de seus ativos. A empresa afirma estar buscando medidas legais para proteger suas operações e garantir a segurança de todos os envolvidos.
A falta de resposta do governo e o descontentamento dos indígenas em relação ao decreto indicam que a situação pode se agravar, uma vez que a liderança já declarou que não deixará o terminal até que suas demandas sejam atendidas. O Conselho Indígena Tapajós Arapiuns (CITA) continua buscando um diálogo com a Presidência da República e outros órgãos governamentais, mas até o momento não houve um retorno satisfatório. O cenário atual é tenso, com a possibilidade de novos conflitos caso a situação não seja resolvida rapidamente, destacando a urgência de um posicionamento oficial do governo.
Fonte: https://g1.globo.com






