Gestão da Maternidade em Manaus é Exonerada Após Parto em Recepção

A gestão da Maternidade Dona Nazira Daou, localizada em Manaus, foi destituída de suas funções após um incidente em que uma jovem de 18 anos deu à luz na recepção da unidade. O caso ocorreu no dia 27 de março, quando Ana Clara, que aguardava atendimento, enfrentou uma situação de emergência que culminou no nascimento de seu filho em plena sala de espera, conforme informado pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM).
Exoneração da Gestão da Maternidade
A exoneração da equipe gestora foi anunciada na noite de quarta-feira, 1º de abril, após a SES-AM investigar a denúncia de falhas no atendimento. Embora a Secretaria não tenha especificado quantos membros da equipe foram exonerados, nem os cargos envolvidos, a formalização do ato será publicada no Diário Oficial do Estado. A SES-AM reiterou seu compromisso em combater a violência obstétrica e enfatizou a importância de um atendimento digno e humanizado em suas unidades de saúde.
Relato da Família e Acusações de Negligência
A cunhada de Ana Clara, Priscila Gomes, compartilhou sua indignação com o atendimento recebido. Segundo ela, a jovem chegou à maternidade por volta das 21h30, já em trabalho de parto, mas não recebeu a assistência adequada. Apesar de informar à recepção sobre a gravidade da situação, Ana Clara foi mantida em pé, sem a devida atenção, até que o nascimento ocorreu na recepção, em frente a outros pacientes.
Condições Após o Parto
Após o nascimento, Ana Clara foi levada para uma maca que não tinha lençol, em um quarto sem ar-condicionado. A família relatou que somente após insistência foram providenciados os itens necessários. Além disso, a jovem e seu filho ainda se encontravam sob observação até o dia 31 de março, pois o recém-nascido apresentava alergia.
Posicionamento da Maternidade
Em resposta às críticas, a Maternidade Dona Nazira Daou informou que Ana Clara foi imediatamente acolhida ao dar entrada na unidade, sendo encaminhada à ala pré-parto. De acordo com a nota oficial, o parto ocorreu com a supervisão da equipe médica, que garantiu que o recém-nascido apresentava boas condições de saúde ao nascer. A unidade também destacou que todos os protocolos de assistência pós-parto foram seguidos.
Conclusão
O incidente gerou repercussão significativa e levantou questões sobre a qualidade do atendimento nas unidades de saúde de Manaus. A exoneração da gestão da maternidade é um reflexo da seriedade com que a SES-AM trata as denúncias de negligência e a busca por um atendimento que respeite a dignidade das pacientes. A situação chama a atenção para a necessidade de melhorias nas práticas e procedimentos dentro das maternidades.
Fonte: https://g1.globo.com





