Fumaça se espalha por ruas de Boa Vista

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Causas da fumaça em Boa Vista
A fumaça que se espalhou por várias ruas de Boa Vista na noite de sexta-feira (20) tem suas raízes em um aumento alarmante de focos de calor registrados em Roraima. De acordo com dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o estado lidera o ranking nacional com 271 focos de calor apenas em fevereiro de 2026. A combinação de clima seco e altas temperaturas tem potencializado a ocorrência de queimadas, tanto em áreas urbanas quanto em florestas próximas à capital.
O meteorologista Ramón Alves alerta que o fenômeno é típico do final do período seco, que se estende até abril. Durante esse tempo, as chuvas são escassas, criando um ambiente propício para incêndios. A fumaça observada na cidade pode ser resultado de queimadas controladas que fogem ao controle ou incêndios florestais nas proximidades. Além disso, a fumaça tem afetado diretamente a qualidade do ar e a visibilidade, gerando preocupação entre os moradores.
Historicamente, Roraima tem enfrentado um aumento significativo no número de focos de calor. Em 2024, o estado estabeleceu um recorde com 5.358 ocorrências, o maior desde que o monitoramento começou em 1998. Embora o número atual de focos esteja abaixo da média histórica de 427 para fevereiro, o aumento em comparação ao ano anterior é significativo, pois em 2025 foram contabilizados apenas 83 focos. A situação atual levanta alertas sobre a necessidade de monitoramento e controle de queimadas para evitar novos episódios de fumaça e suas consequências para a saúde pública.
Ranking de focos de calor em Roraima
Roraima lidera, em fevereiro de 2026, o ranking nacional de focos de calor, com 271 registros até esta sexta-feira, segundo o Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O estado, que enfrenta um período de seca que se estenderá até abril, é seguido pela Bahia, com 238 focos, e pelo Pará, com 200. Essa situação é alarmante, pois os focos de calor indicam áreas sujeitas a ressecamento e aumento de temperatura, o que pode resultar em incêndios devastadores.
O fenômeno da fumaça que tomou conta de Boa Vista é reflexo não apenas das queimadas urbanas, que são proibidas, mas também de incêndios florestais em áreas próximas à capital. O meteorologista Ramón Alves alerta para os riscos aumentados nesse período crítico, onde a frequência de chuvas é mínima. Ele enfatiza a necessidade de precauções para evitar incêndios, especialmente em um contexto em que os focos de calor podem indicar uma tendência de aumento da degradação ambiental.
Embora Roraima esteja em primeiro lugar no ranking de focos de calor, o número atual ainda é inferior à média histórica de 427 focos para o mesmo período. Contudo, já supera os 83 focos registrados em fevereiro de 2025. Além disso, o estado enfrenta um histórico preocupante, com 5.358 ocorrências de focos de calor em 2024, o maior desde o início do monitoramento em 1998. A situação atual exige atenção redobrada das autoridades e da população para prevenir novos incêndios e suas consequências.
Impactos da fumaça na saúde e no meio ambiente
A fumaça que tomou conta das ruas de Boa Vista na última sexta-feira (20) não é apenas um incômodo visual; seus impactos na saúde da população e no meio ambiente são significativos. A inalação de partículas e substâncias tóxicas presentes na fumaça pode causar uma série de problemas respiratórios, como tosse, irritação na garganta, e agravar condições como asma e bronquite. Especialistas alertam que crianças, idosos e pessoas com doenças pré-existentes são os mais vulneráveis a essas condições, podendo até necessitar de atendimento médico imediato em casos mais severos.
Além dos riscos à saúde, a fumaça também traz consequências sérias para o meio ambiente. O aumento de focos de calor, como os observados em Roraima, contribui para a degradação da qualidade do ar e afeta a biodiversidade local. A queima descontrolada de vegetação não só destrói habitats, mas também libera carbono na atmosfera, agravando as mudanças climáticas. Com Roraima liderando o número de focos de calor no Brasil, a situação se torna ainda mais crítica, exigindo ações urgentes de monitoramento e fiscalização por parte das autoridades ambientais.
A situação climática em Roraima, marcada por um período de seca severa, intensifica o risco de incêndios florestais e, consequentemente, a propagação de fumaça. O meteorologista Ramón Alves destaca que o final do período seco é especialmente preocupante, pois a baixa precipitação aumenta a probabilidade de queimadas. A conscientização da população sobre os perigos das queimadas, junto com um esforço conjunto entre governo e sociedade civil, é crucial para mitigar os impactos negativos na saúde e no meio ambiente.
Medidas de prevenção e cuidados necessários
Com a fumaça se espalhando por diversas ruas de Boa Vista, é fundamental que a população adote medidas de prevenção e cuidados para minimizar os riscos à saúde. A inalação de fumaça pode causar problemas respiratórios, alergias e agravar condições existentes como asma. Assim, recomenda-se que as pessoas evitem sair de casa em horários de maior concentração de fumaça e mantenham as janelas fechadas para impedir a entrada de poluentes. O uso de máscaras de proteção, especialmente aquelas com filtros específicos, pode ser uma alternativa eficaz para quem precisa permanecer ao ar livre.
Além disso, é importante que os grupos de risco, como crianças, idosos e portadores de doenças respiratórias, permaneçam em ambientes fechados e com ar condicionado, se possível. A hidratação adequada também é essencial para ajudar o organismo a lidar com a poluição do ar. A população deve ficar atenta aos sintomas, como tosse persistente, dificuldade para respirar e irritação nos olhos, e buscar atendimento médico caso necessário. A comunicação com as autoridades locais é crucial para se manter informado sobre a qualidade do ar e as condições de saúde pública.
A prevenção de queimadas e incêndios florestais é uma responsabilidade coletiva. A comunidade deve ser incentivada a denunciar focos de queimadas e a participar de ações de conscientização sobre os riscos associados à fumaça. Em regiões afetadas, a realização de campanhas educativas pode ajudar a promover práticas seguras e sustentáveis, evitando que a situação se agrave. Todos têm um papel na proteção do meio ambiente e na segurança da saúde pública durante períodos críticos como este.
Histórico de queimadas em Roraima
Roraima tem enfrentado um histórico preocupante de queimadas, especialmente nos últimos anos. O estado, localizado na região amazônica, frequentemente lidera o ranking nacional de focos de calor, conforme dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Em fevereiro de 2026, por exemplo, Roraima registrou 271 focos, superando outros estados como Bahia e Pará, que ficaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente, com 238 e 200 focos. Este aumento nos incêndios é particularmente alarmante, uma vez que a média histórica para o mesmo período é de 427 focos, o que indica que, embora os números atuais estejam abaixo da média, a tendência de crescimento se mantém preocupante.
O ano de 2024 foi um marco negativo, com Roraima atingindo um recorde histórico de 5.358 focos de calor, o maior registrado desde o início do monitoramento em 1998. Durante esse período, a fumaça resultante das queimadas obscureceu o céu de Boa Vista e de municípios do interior, levando até à suspensão de aulas para evitar a exposição de estudantes a poluentes atmosféricos. A situação é exacerbada pela seca severa que afeta a região, contribuindo para o aumento da frequência e intensidade dos incêndios florestais, especialmente entre os meses de fevereiro e março, quando as chuvas são escassas.
Além dos impactos ambientais, as queimadas em Roraima têm gerado sérios problemas de saúde pública, uma vez que a fumaça pode afetar a qualidade do ar e provocar doenças respiratórias. O meteorologista Ramón Alves alerta que o final do período seco é crítico, exigindo cuidados redobrados para evitar incêndios. A combinação de temperaturas elevadas e a ressecagem da vegetação favorece a ocorrência de queimadas, não só em áreas rurais, mas também em zonas urbanas, onde é proibido. A população deve estar ciente dos riscos e adotar medidas preventivas para proteger a saúde e o meio ambiente.
Fonte: https://g1.globo.com






