Caso de Feminicídio no Tocantins: Marido em Liberdade e Filhas Detidas

O caso trágico envolvendo a empresária Deise Carmen de Oliveira Ribeiro, vítima de feminicídio, ganhou novos desdobramentos com a libertação de seu marido, José Roberto Ribeiro, após dois meses de detenção. Ele e suas filhas, Déborah e Roberta, foram indiciados pela morte de Deise, mas enquanto o pai responderá em liberdade, as filhas permanecem presas.
Liberdade Condicional de José Roberto
José Roberto, de 54 anos, ficou inicialmente 30 dias em prisão temporária, com a medida sendo prorrogada por mais 30. Ele foi indiciado por tentar obstruir as investigações e destruir evidências relacionadas ao crime. A Justiça, no entanto, não encontrou provas suficientes para vinculá-lo diretamente ao assassinato, permitindo sua saída da prisão.
Circunstâncias do Crime
O corpo de Deise foi encontrado em 1º de janeiro no Rio Santa Tereza, em Peixe, no sul do Tocantins. De acordo com a Polícia Civil, a motivação para o crime envolveu conflitos familiares e questões financeiras. As investigações indicam que as filhas, Déborah, de 26 anos, e Roberta, de 32, planejaram o feminicídio com a esperança de assumir o controle da empresa da mãe.
Interesses Financeiros e Conflitos Familiares
Deise era proprietária de uma fábrica de rodos, que constituía a principal fonte de renda da família. As filhas, que dependiam financeiramente dela, viam a mãe como um obstáculo para suas aspirações. O delegado João Paulo Sousa Ribeiro destacou que um dos conflitos mais intensos ocorreu quando Deise se opôs ao uso de um cartão de crédito que José Roberto havia dado a uma das filhas.
Planejamento do Crime
A Polícia investiga que o crime foi meticulosamente planejado. As filhas adquiriram um celular no nome da mãe e, após cometerem o assassinato, utilizaram o dispositivo para enviar mensagens a parentes, simulando que Deise havia saído de casa. Essa tática visava atrasar as buscas e enganar as autoridades.
Dinâmica do Assassinato
A execução do crime ocorreu em 26 de dezembro de 2025, quando Deise foi levada a uma área rural e morta com vários golpes de faca. Seu corpo foi então descartado no rio, uma ação que demonstra a frieza e o planejamento das filhas. O inquérito foi conduzido pela 94ª Delegacia de Polícia de Peixe, com apoio da 8ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado.
Próximos Passos Legais
O caso agora segue para o Ministério Público Estadual do Tocantins, que decidirá se apresentará uma denúncia criminal. A defesa dos acusados questionou a integridade do relatório policial, alegando lacunas significativas e uma falta de provas conclusivas em vários pontos.
Considerações Finais
Este caso impactante destaca não apenas a gravidade do feminicídio, mas também os conflitos familiares que podem culminar em tragédias. Enquanto José Roberto aguarda o processo em liberdade, as filhas enfrentam a justiça, em um cenário que questiona as dinâmicas familiares e as relações de poder dentro do lar.
Fonte: https://g1.globo.com





