Família transporta jovem ferida em porta após espera por ambulância em Porto Velho

Na quarta-feira, 11 de marçoo, a jovem Ana Karolina, de 18 anos, passou por momentos de desespero após sofrer um acidente de trânsito na Zona Leste de Porto Velho, Rondônia. O ocorrido gerou indignação e preocupação, principalmente pela demora no atendimento médico, que levou a família a tomar uma decisão extrema.
Acidente e a espera pelo socorro
Durante um trajeto de motocicleta com seu marido pela avenida Petronila, em meio a uma forte chuva, Ana Karolina se envolveu em um acidente quando o veículo à sua frente freou abruptamente. Ao tentar evitar a colisão, o casal acabou caindo em um buraco e colidindo contra um poste. Com a gravidade da situação, Ana começou a relatar a falta de sensibilidade nas pernas, o que alarmou seus familiares e as pessoas que estavam presentes no local.
Incapacidade do sistema de emergência
Após o acidente, a família de Ana Karolina fez várias tentativas de contato com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não obteve resposta satisfatória. O pai da jovem, visivelmente angustiado, contou que a espera se estendeu por mais de duas horas. “Chamamos o Samu, os bombeiros e a polícia, mas ninguém apareceu. Minha filha ficou jogada na lama durante todo esse tempo”, lamentou.
A alternativa de emergência da família
Diante da situação crítica e da ineficácia das tentativas de resgate, a família decidiu agir. O pai, em um gesto de desespero, utilizou uma porta como maca improvisada para transportar Ana Karolina até uma unidade de saúde. Com a ajuda de outros familiares, ele colocou a filha sobre a porta e deslocou-se ao Pronto Atendimento Municipal José Adelino da Silva, localizado no bairro Ulisses Guimarães.
Atendimento e estado de saúde
Após a chegada ao hospital, Ana Karolina recebeu atendimento médico imediato e passou por uma série de exames. Felizmente, ela foi liberada no dia seguinte, 12 de outubro, e seu estado de saúde foi considerado estável. O marido da jovem, que sofreu apenas escoriações leves, também recebeu os devidos cuidados.
Resposta das autoridades de saúde
A situação levantou questões sobre a eficácia do sistema de emergência em Porto Velho. O portal g1 tentou contatar a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) para obter esclarecimentos sobre a falta de atendimento, mas até o momento, não houve retorno. O incidente gerou um debate sobre a responsabilidade e a eficiência dos serviços públicos de saúde na região.
Reflexão sobre o ocorrido
O caso de Ana Karolina não é apenas uma história de desespero e improviso, mas também um alerta sobre as falhas nos serviços de emergência que podem comprometer vidas. A experiência da família ressalta a necessidade de melhorias no atendimento e uma resposta rápida em situações críticas, além de evidenciar a importância de um sistema de saúde mais eficiente e acessível para todos.
Fonte: https://g1.globo.com





