Dentista Investigada pelo MP Recebeu R$ 800 Mil em Plantões Irregulares em Roraima

Dentista Investigada pelo MP Recebeu R$ 800 Mil em Plantões Irregulares em Roraima

A cirurgiã-dentista Juliene Monauer Amorim, que ocupa o cargo de diretora-geral do Hospital de Rorainópolis, está sendo investigada pelo Ministério Público de Roraima (MP) por supostas irregularidades que totalizam quase R$ 800 mil entre 2023 e 2024. A denúncia, protocolada em 2 de outubro, aponta que a dentista utilizou sua posição para validar plantões que não cumpriu, enquanto cursava medicina em Manaus, no Amazonas.

Suspeitas de Fraude

As investigações indicam que Juliene assinava os mapas de produção do hospital, atestando a realização de plantões em dias e horários que não correspondiam à sua presença na unidade. Durante o período em que foi diretora, de setembro de 2022 a abril de 2023, ela teria manipulado os registros para receber pagamentos indevidos. Em abril de 2023, a dentista teria recebido mais de R$ 94 mil, sendo a maior parte referente a plantões extras.

Impossibilidade Logística

Para reforçar as alegações de fraude, o Ministério Público apresentou uma análise detalhada das distâncias geográficas envolvidas nos compromissos da dentista. A situação foi classificada como uma ‘tríplice impossibilidade logística e temporal’, demonstrando que era inviável que Juliene conseguisse cumprir suas obrigações nos hospitais e ainda frequentar aulas em Manaus, que ocorreram em regime integral.

Alegações de Viagens Impraticáveis

Em sua defesa, Juliene afirmou que fazia viagens aos finais de semana e feriados para conseguir conciliar os plantões com os estudos em medicina. No entanto, o MP refutou essa afirmação, destacando que as aulas eram realizadas de segunda a sexta-feira, o que tornava impraticável a execução de plantões em Roraima. Assim, a promotoria argumenta que o cumprimento da carga horária declarada era ‘sabidamente, humanamente impossível’.

Consequências Legais

Juliene Monauer Amorim está sendo processada pelo MP por suspeita de receber R$ 799.386,47 de maneira irregular. A ação pede o bloqueio de bens da dentista no mesmo valor, equivalente ao montante que teria sido desviado dos cofres públicos. O setor de recursos humanos do hospital confirmou que Juliene não compareceu à unidade para prestar serviços e ela foi notificada em três ocasiões para apresentar documentação que comprovasse sua regularidade nas frequências acadêmica e de plantões.

Conclusão

O caso de Juliene Monauer Amorim destaca a importância da fiscalização e transparência nas instituições públicas, especialmente em cargos de gestão. A investigação do MP evidencia como fraudes podem ocorrer no sistema de saúde e a necessidade de garantir que os recursos públicos sejam utilizados de maneira correta e ética, evitando prejuízos à sociedade.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação - Tapajós Online

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