Condições precárias em ramal preocupam moradores e indígenas no Acre

Moradores e indígenas do Ramal do Icuriã, localizado em Assis Brasil, no interior do Acre, enfrentam dificuldades significativas devido ao estado crítico da estrada, única via terrestre que conecta a Terra Indígena Mamoadate e a Reserva Extrativista Chico Mendes (Resex) a outras áreas da região.
Situação atual do Ramal do Icuriã
Recentemente, moradores compartilharam um vídeo que ilustra as condições do ramal, que se encontra tomado por lama e se tornou praticamente intransitável. A situação dificulta a entrada e a saída de veículos, complicando o transporte de pessoas e bens essenciais para a comunidade.
Declarações de líderes comunitários
Lucas Artur Brasil Manchineri, presidente da Associação Manxinerune Ptohi Phunputuru Poktsahi Hajene (Mappha), destacou que o problema é recorrente e afeta cerca de 3 mil pessoas que dependem do ramal. Ele criticou a falta de ações efetivas por parte das autoridades ao longo dos anos, ressaltando que a precariedade da via compromete aspectos fundamentais como saúde, educação e economia das comunidades.
Impactos na saúde e na educação
As péssimas condições da estrada têm consequências diretas na saúde e na educação da população local. O transporte de professores e equipes de saúde ficou comprometido, e os custos de frete aumentaram drasticamente, o que afeta a entrega de materiais escolares e merenda às escolas da região.
Reivindicações da comunidade
Frente à difícil situação, lideranças indígenas formalizaram uma solicitação aos órgãos governamentais pedindo a recuperação imediata do ramal, incluindo serviços de pavimentação e drenagem. Além disso, solicitam que uma linha de transporte seja criada enquanto a via não é asfaltada, a fim de amenizar os custos de deslocamento.
Compromissos do governo e desafios climáticos
O Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre) informou que as obras de recuperação do Ramal do Icuriã não começaram devido às intensas chuvas que têm afetado a região. A saturação do solo dificulta a realização dos serviços necessários para a manutenção da estrada.
Perspectivas futuras
Histórico da estrada indica que o ramal foi aberto no início dos anos 2000 e, desde então, carece de melhorias duradouras. A manutenção do ramal é vista como fundamental não apenas para a acessibilidade às comunidades, mas também para garantir a proteção territorial e promover o desenvolvimento econômico da área.
Com a situação atual, a comunidade aguarda ações efetivas que possam resolver os problemas estruturais do ramal e garantir o direito ao transporte seguro e eficiente, essencial para a qualidade de vida dos moradores.
Fonte: https://g1.globo.com











