Cheias no Acre: Rio Envira e Rio Juruá afetam comunidades indígenas e urbanas

Cheias no Acre: Rio Envira e Rio Juruá afetam comunidades indígenas e urbanas

O Rio Envira, localizado no município de Feijó, no interior do Acre, transbordou novamente, atingindo cerca de 80 famílias indígenas e afetando bairros urbanos. A Defesa Civil local confirmou que o nível da água ultrapassou a cota de transbordo, provocando desalojamentos e a perda de plantações significativas.

Impacto nas Comunidades Indígenas

A cheia do Rio Envira já havia ocorrido duas vezes neste ano e também causou danos em dezembro do ano passado. As comunidades indígenas, especialmente a Aldeia Paroá-Central, habitada por indígenas da etnia Huni Kuin, foram severamente afetadas. Em dezembro, mais de 10 mil pés de banana foram perdidos, levando à preocupação com a subsistência dos moradores.

Medidas e Acompanhamento da Defesa Civil

De acordo com a Defesa Civil, os bairros mais impactados em Feijó incluem o Bairro do Hospital, Bairro Aristides e Bairro Terminal, entre outros. Atualmente, a Defesa Civil realiza um monitoramento contínuo da situação, prestando assistência às famílias afetadas e levantando as necessidades emergenciais.

Situação do Rio Juruá

Enquanto isso, o Rio Juruá também apresenta um quadro preocupante. Com nível de 14,10 metros, a cheia já impactou mais de 20 famílias em Cruzeiro do Sul, obrigando muitas a buscar abrigo em escolas e residências de parentes. O total de famílias afetadas nessa região já chega a quase 5 mil, destacando uma crise humanitária que se agrava com o aumento das águas.

Vazante do Rio Acre

Em contraste, o Rio Acre está em fase de vazante, tendo saído da cota de alerta, que era de 13,50 metros. Após períodos críticos de transbordo, a Defesa Civil de Rio Branco confirmou que não houve necessidade de retirada de famílias, permitindo que a situação se estabilize nas áreas afetadas.

Conclusão

As cheias nos rios do Acre ressaltam a vulnerabilidade das comunidades ribeirinhas e indígenas diante de fenômenos naturais. A resposta das autoridades, juntamente com a mobilização da Defesa Civil, é crucial para mitigar os impactos e garantir a segurança e a assistência necessária para as populações afetadas. O monitoramento contínuo e a preparação para futuras cheias são essenciais para lidar com a situação que se apresenta como um desafio recorrente na região.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação - Tapajós Online

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