Caso de estupro coletivo envolvendo jogadores do Vasco-AC

Caso de estupro coletivo envolvendo jogadores do Vasco-AC

Este artigo aborda caso de estupro coletivo envolvendo jogadores do vasco-ac de forma detalhada e completa, explorando os principais aspectos relacionados ao tema.

Resumo do caso

O caso de estupro coletivo envolvendo jogadores do Vasco-AC gerou grande repercussão e está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em Rio Branco, Acre. Na madrugada de sexta-feira, 13 de outubro, duas mulheres relataram terem sido vítimas de estupro dentro do alojamento do clube. A denúncia levou à prisão em flagrante de um dos jogadores, Erick Luiz Serpa, no dia seguinte, enquanto a prisão temporária de outros três atletas, Matheus Silva, Brian Peixoto e Alex Pires Júnior, conhecido como Lekinho, foi decretada posteriormente pela Justiça.

As vítimas afirmaram que foram ao alojamento do clube para se relacionar de forma consensual com os jogadores, mas relataram que, em um determinado momento, foram submetidas a atos sem consentimento. A Polícia Civil destacou que o crime de estupro é de ação penal pública incondicionada, o que significa que a investigação pode prosseguir independentemente da vontade das vítimas. As mulheres receberam atendimento médico antes de prestarem depoimentos formais, e o caso segue sob análise das autoridades.

Os jogadores negam as acusações, alegando que as relações foram consensuais. As defesas dos atletas estão preparando recursos legais, incluindo pedidos de habeas corpus, e afirmam que as denúncias são frágeis. Neste contexto, a repercussão do caso se estende além das esferas legal e esportiva, levantando discussões sobre consentimento e o papel do esporte na sociedade.

Identificação dos jogadores envolvidos

Os jogadores envolvidos no caso de estupro coletivo são Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario, e Alex Pires Júnior, conhecido como Lekinho. A investigação teve início após duas mulheres denunciarem que foram vítimas de violência sexual no alojamento do Vasco-AC, na madrugada do dia 13 de outubro. Erick Serpa foi preso em flagrante no dia seguinte, enquanto os outros três jogadores tiveram suas prisões temporárias decretadas pela Justiça três dias depois, no dia 15. As prisões foram efetuadas após a apresentação dos atletas à polícia, conforme a legislação brasileira, que permite a detenção em casos de crimes graves como o estupro.

Erick Serpa, atacante do time, teve sua prisão convertida em preventiva no dia 15, após audiência de custódia. Os demais jogadores, Matheus Silva, Brian Peixoto, e Lekinho, se apresentaram à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) no dia 17, onde foram informados sobre a decretação de suas prisões. A Justiça manteve a prisão temporária deles durante uma audiência realizada no dia 18, e os atletas devem permanecer detidos por até 40 dias enquanto a investigação prossegue.

As defesas dos jogadores alegam que as relações foram consensuais e critico as acusações como frágeis. O advogado Atevaldo Santana, que representa Matheus Silva e Brian Peixoto, anunciou a intenção de solicitar um habeas corpus para tentar reverter a situação de detenção dos jogadores. A repercussão do caso tem mobilizado a opinião pública e levantado questionamentos sobre a cultura do consentimento e a proteção das vítimas de violência sexual.

Defesas e alegações dos acusados

As defesas dos jogadores acusados de estupro coletivo, entre eles Matheus Silva, Brian Peixoto e Alex Pires, sustentam que as relações mantidas com as mulheres foram consensuais. De acordo com o advogado Atevaldo Santana, que representa dois dos acusados, as denúncias são frágeis e carecem de evidências contundentes. Ele ressalta que os relatos das vítimas não se sustentam frente às provas que a defesa pretende apresentar, incluindo possíveis testemunhas e a análise de vídeos, caso existam.

Os advogados também afirmam que a versão dos acusados será totalmente demonstrada em juízo, onde pretendem rebater as alegações de forma contundente. Eles argumentam que o contexto das interações entre os jogadores e as mulheres foi mal interpretado e que não houve qualquer tipo de coação ou violência. Além disso, o advogado mencionou que já está em andamento um pedido de habeas corpus para tentar a liberação dos jogadores, argumentando que a prisão temporária é desnecessária sob as circunstâncias apresentadas.

Em resposta às acusações, os jogadores têm se mostrado confiantes de que a verdade será esclarecida e que a justiça prevalecerá. A defesa ressalta que as investigações devem ser conduzidas de forma rigorosa e imparcial, e que a presunção de inocência deve ser respeitada até que prove-se o contrário. Com isso, os defensores pedem cautela na interpretação dos fatos e na divulgação das informações relacionadas ao caso.

Posicionamento do Vasco-AC

O Vasco-AC divulgou um comunicado oficial em resposta às graves acusações de estupro coletivo envolvendo seus jogadores. No documento, o clube expressou sua preocupação com as denúncias e reafirmou seu compromisso com a verdade, destacando que a instituição não compactua com qualquer forma de violência ou crime. O Vasco-AC se colocou à disposição para colaborar com as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), enfatizando a importância de uma apuração minuciosa e justa dos fatos.

Além disso, o clube informou que está acompanhando a situação de perto e que os jogadores envolvidos, que estão sob investigação, foram suspensos de suas atividades até que a situação seja esclarecida. O Vasco-AC ressaltou que a integridade das vítimas e o respeito aos direitos humanos são prioritários, e que o clube tem como prioridade a preservação de um ambiente seguro para todos os seus funcionários e torcedores.

Ainda no comunicado, a diretoria do Vasco-AC manifestou solidariedade às vítimas e destacou que qualquer ato de violência deve ser denunciado e punido com rigor. O clube também pediu calma à sua torcida e à sociedade em geral, reiterando que todas as informações relacionadas ao caso devem ser tratadas com responsabilidade e sensibilidade, uma vez que a questão envolve aspectos delicados e de grande impacto emocional para todos os envolvidos.

Repercussão das declarações do treinador

As declarações do treinador do Vasco-AC, após o escândalo de estupro coletivo que envolve seus jogadores, geraram uma onda de reações nas redes sociais e na mídia. Em sua fala, o treinador tentou minimizar a gravidade da situação, enfatizando a presunção de inocência e sugerindo que o caso poderia ser uma 'maldade' contra os atletas. Essa postura foi considerada inadequada por muitos, que argumentam que o futebol e seus representantes devem ter um papel ativo no combate à cultura de violência e abuso.

A repercussão das declarações se estendeu para discussões sobre a responsabilidade social dos clubes e de seus dirigentes. Especialistas em violência de gênero criticaram a abordagem do treinador, ressaltando que minimizar ou deslegitimar as denúncias pode perpetuar a cultura de silêncio que envolve esses crimes. Organizações de defesa dos direitos das mulheres se manifestaram contra o discurso do treinador, pedindo que as instituições esportivas adotem posturas mais firmes e respeitosas em relação a casos de violência sexual.

Além disso, a situação trouxe à tona a importância de políticas de conscientização dentro dos clubes de futebol. Muitos torcedores e comentaristas esportivos exigem que a diretoria do Vasco-AC tome uma posição clara e firme sobre o assunto, além de promover campanhas de educação e prevenção. A pressão da opinião pública e das redes sociais tem sido intensa, refletindo um clamor por mudanças significativas no ambiente esportivo, que ainda enfrenta desafios relacionados ao machismo e à violência contra as mulheres.

Fonte: https://g1.globo.com

Wilson Marinho

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