Denúncias de Assédio Moral em Escola de Rio Branco Geram Preocupação entre Servidores

Denúncias de Assédio Moral em Escola de Rio Branco Geram Preocupação entre Servidores

Servidores da Escola Estadual José Rodrigues Leite, em Rio Branco, apresentaram ao g1 uma série de denúncias relacionadas a assédio moral, perseguição funcional e omissão por parte da administração escolar. As queixas, formalizadas junto à Ouvidoria da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE), permanecem sem resposta há cinco meses, desde novembro do ano passado.

Falta de Respostas e Ações da SEE

Embora a SEE tenha reconhecido o recebimento das denúncias e informado sobre a abertura de uma sindicância administrativa, os profissionais afirmam que não houve avanços significativos. A secretaria ressaltou que o Departamento de Segurança Escolar está acompanhando a situação, mas os servidores se sentem desprotegidos e sem retorno sobre as ações que estão sendo tomadas.

Ambiente Hostil e Conflitos Internos

Os relatos de assédio moral e perseguição por parte da gestão escolar têm se intensificado, criando um ambiente de trabalho hostil. Educadores afirmam que a administração não atua como mediadora, mas sim como fomentadora de conflitos, levando a uma situação insustentável. Um dos profissionais, que pediu para permanecer anônimo, compartilhou sua frustração: 'A gestão coloca os alunos contra os professores e fomenta um clima de rivalidade.'

Represálias e Falta de Apoio

Uma professora mencionou que sua situação piorou após a remoção de um mediador de sala, o que deixou os alunos sem o suporte necessário. A partir dessa mudança, ela começou a sofrer represálias, incluindo a ocultação de documentos importantes que a impediam de mudar de escola. 'Desde a primeira semana de aula, estou enfrentando perseguições', lamentou.

Constrangimentos e Denúncias à Ouvidoria

As queixas incluem a utilização de instâncias escolares para constranger os funcionários, levando até um aluno a registrar um boletim de ocorrência contra uma professora, supostamente incentivado pela direção. A educadora, que se sentiu injustamente tratada, enfatizou a falta de respostas da Ouvidoria, tornando a situação ainda mais desgastante.

Tratamento Desigual e Suporte Psicológico Ausente

Os servidores também levantaram preocupações sobre um possível tratamento desigual dentro da escola. Um vídeo que circulou entre os educadores mostra alunos em situação de desordem e indisciplina, contrastando com um memorando que pedia urgentemente novos mobiliários devido à falta de recursos. A disparidade entre o tratamento dado aos alunos e aos servidores tem gerado descontentamento e inquietação.

Conclusão: A Necessidade de Respostas e Apoio

As denúncias de assédio moral e perseguição na Escola Estadual José Rodrigues Leite revelam um cenário preocupante que afeta a saúde emocional e o desempenho dos servidores. A falta de respostas por parte da SEE e a ausência de suporte psicológico agravam ainda mais a situação. A comunidade escolar aguarda medidas efetivas que garantam um ambiente de trabalho saudável e respeitoso, onde educadores possam atuar sem medo de represálias.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação - WM

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